19/10/2007 Noticia AnteriorPróxima Noticia

Estado do Rio de Janeiro será 100% digital até 2010

O secretário da Casa Civil, Régis Fichtner, participou nesta

sexta-feira de fórum sobre a proposta de Parceria Público-Privada para

a universalização do acesso à internet em banda larga no estado do

Rio. O evento foi promovido pelo Sindicato das Empresas de Informática

(Seprorj). Projeto coordenado pela Secretaria da Casa Civil,

juntamente como Proderj (Centro de Tecnologia da Informação e

Comunicação do Estado do Rio de Janeiro) e a Secretaria de

Planejamento e Gestão, pretende tornar o estado 100% digital. De

acordo com o secretário da Casa Civil, a iniciativa é pioneira e visa

não apenas criar infra-estrutura para a transmissão de sinal aos

municípios, mas sobretudo gerar desenvolvimento sustentável e

capacitação de mão-de-obra.

- Queremos tornar o Rio o primeiro estado 100% digital no Brasil,

seremos vanguarda com este projeto. Vamos investir em parcerias com a

Secretaria de Ciência e Tecnologia em cursos à distância, em conteúdos

que possam ser disponibilizados nas escolas. Nas cidades onde o sinal

chega já temos a comprovação de resultados satisfatórios como novos

investimentos. Temos que evitar que as indústrias importem mão-de-obra

– disse.

Régis Fichtner informou ainda que a idéia é que os parceiros privados

vinculados ao projeto chamado Rio Digital possam vender a preços

atrativos o acesso à banda larga para a população e para os pequenos e

médios empresários das regiões beneficiadas.

Segundo a presidente do Proderj, Tereza Porto, estão previstas três

etapas para que o sinal digital chegue aos 92 municípios do Rio. Na

primeira fase, em 2008, serão seis corredores de internet que irão

atender a 35 cidades. Na segunda fase, em 2009, dois novos corredores

em 29 municípios. A última fase está prevista para o ano de 2010 para

o restante das cidades. A utilização da PPP vai acelerar a realização

do projeto que pelo planejamento da Anatel só poderia se tornar

realidade em 2020 nas cidades com menos de 50 mil habitantes.

- Montar a rede é possível para o estado, mas não é barato manter uma

estrutura dessas funcionando bem e sendo atualizada. Portanto, é

complicado para o poder público manter isso. A lei das PPPs prevê

prazo de concessão de 5 a 35 anos. Esta será apenas a primeira reunião

de muitas para discutirmos este modelo e beneficiarmos o Rio de

Janeiro – informou Tereza Porto ao apresentar um vídeo sobre o projeto

Rio Digital para os profissionais de Tecnologia da Informação (TI) e

empresários presentes no fórum.

- Nosso objetivo não é criar uma rede pública de acesso, é permitir

que as prefeituras também recebam o sinal, que ele chegue aos postos

de saúde, escolas e mais do que isso: é oferecer a população e as

micro e pequenas empresas acesso à banda larga. Este é o primeiro

exemplo brasileiro onde o governo do estado faz parte do projeto. As

outras experiências no país são municipais – completou.

Por Julia de Brito

Por: Assessoria de Comunicação