17/09/2007 Noticia AnteriorPróxima Noticia

Biodigestores: uma maneira interessante de se obter energia renovável e contribuir para a preservação do meio ambiente.

Um biodigestor se constitui basicamente de um reservatório, protegido do contato com o ar atmosférico, onde se coloca misturados com água, restos orgânicos encontrados na natureza, como alimentos, frutas, cascas de cereais, plantas e até excrementos.

No interior do reservatório, acontece a decomposição desse material, gerando três subprodutos:

1) o gás metano, ou também conhecido como biogás, que pode ser usado para o aquecimento de fogões, geração de energia elétrica, combustível para motores de combustão interna, lampiões etc.

2) O adubo orgânico, ou biofertilizante, que é a parte sólida depositada no fundo do equipamento, após a produção de biogás. Este material ajuda a recuperar solos degradados e no desenvolvimento de plantas.

3) E uma parte líquida que corresponde ao efluente tratado. Este líquido pode ser usado para a produção de microalgas que servem de insumos para criação de peixes.

É possível ter um biodigestor em casa; o equipamento é bem simples, porém deve ser feito por alguém que tenha experiência. O ideal é construí-lo o mais próximo possível da residência e ser abastecido com águas provenientes de vasos sanitários, pia de cozinha e restos de matéria orgânica gerados na casa.

O biogás retirado pode ser utilizado no consumo normal da residência, em fogões, lâmpadas e geladeiras, por exemplo.

Existem dois tipos de biodigestores:

- Os de produção descontínua, onde o equipamento fica totalmente fechado, sendo aberto somente quando for produzido o biogás, o que acontece em torno de 90 dias. Após a fermentação, o biodigestor é aberto, limpo e novamente carregado.

- Os de produção contínua, onde a produção pode acontecer por um longo período, sem que haja a necessidade de abertura do equipamento. O material para decomposição é colocado ao mesmo tempo em que o adubo é retirado.

Em casos de construção de biodigestores feitos em subsolo, é preciso ter maiores cuidados para evitar infiltrações nos lençóis freáticos.

Em Petrópolis, foram implantados biodigestores em áreas mais afastadas do município, onde o esgoto gerado pela população foi aproveitado e o biogás produzido, utilizado para abastecer equipamentos comunitários. A iniciativa foi uma parceria do OIA (O Instituto Ambiental ) uma ONGque atua em parceria com comunidades,setores públicos e privados ,universidades e centros de pesquisa, junto com a companhia Águas do Imperador,empresa responsável pelo abastecimento de água e tratamento de esgoto do município.

Segundo Valmir Fachini, presidente do OIA,o uso de biodigestores no Brasil inicialmente ocorreu somente em zonas rurais.Na década de 80, exemplares foram instalados no Rio de Janeiro,Paraíba e Distrito Federal,para a captação de resíduos humanos em áreas urbanas.

O Instituto Ambiental atua na pesquisa, aplicação e difusão de técnicas sustentáveis de purificação de água, reciclagem, geração de energia renovável com educação ambiental.

Biodigestores são uma alternativa para a população evitar problemas comocontaminação das águas dos rios, entupimento de bueiros, presença de microorganismos prejudiciais à saúde, preservação de certos tipos de animais e plantas,que com a poluição, deixam de existir.E ainda assim,podem obter os benefícios lidos acima.Vale a pena pensar sobre este assunto!

Pesquisa e texto: Ana Paula de Resende Lima

Por: ForumSec21