23/07/2007 Noticia AnteriorPróxima Noticia

Nova Friburgo no caminho da reciclagem

Atividades promovem o reaproveitamento de materiais e a conscientização

para uma Nova Friburgo ecologicamente correta

Na última década, em função dos crescentes problemas ambientais,existe uma tendência mundial em reaproveitar cada vez mais os produtos jogados no lixo para fabricação de novos objetos, através dos processos de reciclagem, o que representa economia de matéria prima e de energia fornecida pela natureza.

Nova Friburgo,em termos de reciclagem,apresenta uma realidade muito favorável em relação a outros municípios do Estado.

Atividades  como as do projeto Reciclando com Arte, promovem o reaproveitamento de materiais como garrafas Pet, tecidos que sobram em confecções da cidade e caixinhas Tetra Pak. Com estes materiais são confeccionadas peças para enfeitar a cidade em situações festivas como o seu aniversário e o Natal, época em que uma imensa árvore é montada toda em garrafas Pet e outros materiais vindos do reaproveitamento.

Outra atividade do Reciclando com Arte é a confecção de brinquedos,peças de tecidos e móbiles,feitos com estes mesmos materiais e doados à creches da cidade.

  Um importante colaborador para as questões ambientais é o Centro de Educação Ambiental (CEA) que atua em todas as questões que envolvem ecologia dentrodo município,através de uma parceria da EBMA com a Prefeitura Municipal. Juntos, procuram trabalhar para a conscientização da sociedade friburguense quanto a importância de se ter uma vida ecologicamente correta.

Segundo Rafael Louredo ,membro do Centro de Educação Ambiental, ogrande problema enfrentado para a realização de trabalhos de conscientização é o consumismo. Aspessoas precisam adotar novos hábitos como os de preferir produtos que gerem menos lixo, que contenham menos embalagens e gastem menos energia para serem produzidos, assim como prestar mais atenção à quantidade de água que desperdiçam e ter maiores cuidados com o lixo que geram. Estas ações fazem parte do conceito deconsumo sustentável.

A produção de papel ,por exemplo, não degrada somente florestas ,mas envolve muito gasto de energia e gera um volume de resíduos tóxicos bastante significativo como de soda cáustica – usada para branquear o papel.

Com a reciclagem, não geramos tantos resíduos e poupamos energia. Mas, para reciclar, é necessário que  o papel esteja limpo e seco.

É muito comum andar pelas ruas de Friburgo e ser abordado diversas vezes por pessoas entregando folhetos publicitários, muitas pessoas que recebemjogam os papéis no chão. Rafael atenta para o fato de estespanfletos quando entram em contato com a umidade passam a não servir mais para a reciclagem. Portanto,é importantíssimo jogar o papel no lixo! 

Em Nova Friburgo existem os catadores de papel que trabalham atrás do ABC Barateiro – Av. Alberto Braune,170 – Centro -  e vivem do papel gerado pelo comércio desta avenida. É interessante ressaltar que há algum tempo eles andavam de carroças , hoje em dia cada um tem seu próprio veículo motorizado, demonstrando o potecial econômico do ramo.  

Mas a reciclagem não está ligada somente ao papel, pode-se reciclar muitos outros materiais, para isto é necessário um trabalho de coleta seletiva,que começa em casa.

Rafael Louredoexplica que antes de colocar o lixo para o caminhão levar, o ideal seriao separamos em Orgânico e Reciclável.

O lixo orgânico é geralmente mais pesado, pequeno e  fedorento. Tudo o que é resto de comida, de animais, de plantas e frutas , é recolhido pela EBMA e levado para aterros sanitários onde vão sofrer a decomposição natural.

Já o Reciclável é grande,leve e inodoro, praticamente tudo o que é fabricado pelo homem: material plástico, latas de alumínio e ferro, garrafas de refrigerante de vidro e PET, caixas de papel e papelão, jornais, revistas, livros, aparas de papel, etc. Feito isto, as pessoas devem entregar o reciclável para o catador de seu bairro ,ou depositá-lo nos Ecopontos (postos de coleta seletiva) distribuídos em grande parte do bairros da cidade. É importante lembrar que nos ecopontos só se pode colocar lixo limpo. Se jogarmos o orgânico, o papel, por exemplo, ficará inutilizado.

Separar o lixo não deve ser um exercício incômodo, e sim um ato de cidadania,que vai dar emprego e dignidade a 50 catadores que saíram do lixão e hoje estão em uma cooperativa.

Para os bairros que ainda não têm o Ecoponto,Rafael diz que é necessário que a Associação de Moradores entre em contato com o CEA (22 2529 3263) e faça uma lista de espera, já que no momento o equipamento está em falta devido a alguns atos devandalismo cometidos em alguns bairros da cidade.

O equipamento é usado também como um termômetro que indica o nível de conscientização da população e pelo o que os fatos demonstram, esta consciência não depende da classe econômica. Exemplo disto é que o bairro em que os Ecopontos estão mais conservados é o Catarcione, localcom menor concentração de poder aquisitivo, por outro lado, um dos mais problemáticos na questão de conservação,são os que estão no Vale dos Pinheiros, considerado um bairro nobre da cidade. Os principais atos de vandalismo dos Ecopontos ocorrem em Olaria, onde há algum tempo, indivíduos queimaram cinco postos de coleta.

Rafael observa que é importante a população ter consciência de que este é um equipamento caro e que se deve valorizar, pois é um instrumento muito importante para colaborar com a coleta seletiva, com a reciclagem e conseqüentemente, com uma melhor conservação do meio ambiente.

Pesquisa e texto: Ana Paula de Resende Lima

Por: ForumSec21