23/07/2007 Noticia AnteriorPróxima Noticia

Cidadãos friburguenses fazem renascer o Rádio Teatro

O Rádio Teatro estáno ar há três anos, na Rádio Comunidade (FM 104,9).

É apresentado aos sábados de 15 às 16 horas.

A idéia de fazer o radioteatro em Nova Friburgo surgiu num curso de produção, programação e apresentação para rádio, com verba do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), realizado pelo Instituto Consuelo Pinheiro, em2000, em parceria com a Secretaria Municipal de Trabalho.

Em 2003 Francisco Rohen (O Chiquinho) e João Francisco (JF), criaram o radioteatro que foi iniciado em novembro de 2004, na extinta Rádio Rural de Conquista. O primeiro trabalho a ir ao ar foi “O Caso do Morto Vivo” de Francisco Rohen. Em janeiro de 2005 o programa Rádio Teatro transferiu-se para Rádio Comunidade FM 104,9, comtrabalhos inéditos: “O Pesadelo”; “Os Tormentos de Eizabeth”; “A Árvore Que Perdeu O Paraíso” entre outros do escritor Hartmut Ernst Riedmaier, textos adaptados para o rádio.Agora, em julho de 2007, está sendo exibido “O Casamento”. Além de autor Francisco Rohen é também diretor. O Rádio Teatro está no ar há três anos e está sendo apresentado aos sábados de 3 às 4h da tarde, produção JF, realização JJ Mello Publicidade, Narrador Ronalts.

A História do Rádio Teatro

Em 1922 aconteceu a primeira transmissão de uma peça de radioteatro, transmitida pela Rádio WGY de Nova York, do dramaturgo e poeta alemão Bertolt Brecht “O Lobo”. No Brasil este gênero começou em 1936 e, três meses após sua inauguração, a Rádio Nacional transmitiu diálogos humorísticos e também dramáticos e, em agosto de 1937 foi inaugurado o “Teatro em Casa” para irradiação de peças completas, semanalmente, ao vivo.A Rádio Nacional, graças ao sucesso no Rio de Janeiro, passou a transmitir sua programação para todo o Brasil, com isso a emissora carioca tornou-se pioneira na integração cultural em todo país.

O Rádio Teatro nessa época exibia basicamente textos traduzidos (do castelhano) por Celso Guimarães. O primeiro texto original foi escrito por Genolino Amado especialmente para E-8, interpretados por Celso e Amélia de Oliveira e outros. Em 6 de agosto de 1937 a Nacional levou ao ar a comédia em dois atos “Oh, meu Irmão, Salve-me!”, do espanhol Miguel Escudero, adaptado por Ireno César e traduzida por Cimões Coelho. No elenco: Mesquitinha, Paulo Ferraz, Manoel Pêra, Arnaldo Coutinho, Violeta Ferraz, Maria Grillo, Olga Nobre e Enília Pêra.

Devido ao grande sucesso do Rádio Teatro, em 1939, a Rádio Nacional contratou o primeiro escritor exclusivo para o gênero, o paulista Amaral Gurgel e depois Vitor Costa, ligados ao teatro. A primeira história seriada só veio acontecer em 5 de junho de 1941, “Em Busca da Felicidade” tradução de Vitor Costa, romance do cubano Leandro Blanco. À década de 40 ficou marcada como a “era de ouro do rádio”, a radiodramaturgia consagrou muitos atores, os estúdios das rádios cariocas viviam cheios, o público assistia ao vivo a interpretação de seus ídolos, para os turistas visitar as rádios era um programa imperdível.

Já na Rádio Tupi o rádio teatro serviu de trampolim para TV Tupi que iniciava suas transmissões em 1950, outras emissoras surgiram, foram buscar no rádio autores como: Janete Clair, Dias Gomes; diretores: Olavo de Barros e Paulo Porto; atores consagrados: Rodolfo Mayer, Orlando Drumond, Yoná Magalhães, Nanci Wandeley, Luiza Nazareth, Heloisa Helena, Sady Cabral, Paulo Gracindo, Zezé Macedo, Castro Gonzaga, Silvino Neto, Costinha, Chico Anysio, Ari Leite, Colé, Ema D’Ávila; grandes talentos da época; assim como técnicos e toda estrutura do rádio foram para à televisão, deixando em abandono este grande meio de comunicação. A partir de 1960 a TV ocupou de vez o espaço do rádio, mesmo assim, este veículo não perdeu sua credibilidade perante aos ouvintes, com o surgimento de novas tecnologias e investimentos está dando sinais de revitalização no gênero da dramaturgia que consagrou às emissoras rádio Tupi e Nacional.

Assista a novela

“ O Casamento”

A temporada 2007 do Rádio Teatro começou no dia 7 de abril, com algumas reprises de trabalhos apresentados em 2005 na Rádio Comunidade FM 104,9. Isto porque houve atraso nas gravações de novos textos que estavam programados para ir ao ar no início deste ano, também alguns radioatores, impossibilitados de gravarem na data prevista, falta de apoio cultural para essa temporada também pesounesse atraso.

Dentre os episódios reprisados foram escolhidos aqueles que mais se destacaram na temporada passada, na opinião dos ouvintes sintonizados no programa aos sábados, de 3 as 4 h da tarde, na Rádio Comunidade FM. Foram os seguintes: A Procura, texto infantil religioso de Hartmut Ernst Riedimaier, O Verdadeiro Sentido da Páscoa (inédito) de Sergio Mendonça e o O caso do Morto Vivo texto de Francisco Rohen, baseado em fatos reais.

É bom lembrar que no final ano, precisamente no dia 7 de novembro, o Rádio Teatro completará três anos no ar. O programa estreou nesta data na antiga Rádio Rural de Conquista, lá ficou apenas dois meses no ar.

Enquanto Ernst está preparando seu próximo trabalho para estrear em breve. Foi ao ar sábado dia 9 de junho, de Francisco Rohen O Casamento, dividido em duas partes. A primeira parte da história fala da recuperação do alcoólatra e mendigo Zé Bentinho, personagem interpretado por Erlinto Pinheiro, além de recuperar sua dignidade, padre Zeca (JF) se empenha para que Bentinho namore e fique noivo de Mariazinha (Samia Mattar). A segunda parte conta com a presença do extrovertido estilista Floresvaldo Pinto, amigo de infância do padre Zeca, trazido da capital especialmente para fazer as roupas dos noivos, padrinhos e damas de honra e coordenar os preparativos do casamento, convidados ilustres e simples vão lotar a igreja de São Benedito, matriz de Brejoaçu, no dia do matrimônio.

A festa contará além do convidado de honra o governador, políticos locais; a presença dos bêbados que querem prestar uma homenagem ao Bentinho, pois ainda sentem saudade dele dos tempos em que conviveram juntos perambulando pela ruas da Cidade de Brejoaçu.

Na primeira parte da história o elenco é formado por oito radioatores: além de Erlinto, Samia e JF participam Ivone Marques (dona Zefinha), Francisco Rohen (Florentino), Francisco Linhares (Delegado Bernaldo) e Camilla Mussi (Marlene); segunda parte é composta por treze radioatores que somam ao elenco: Gero Band (Floresvaldo Pinto), Armando Cezar (Dr. Gervásio), Jerônimo Nunes Detetive Mattos), Guilherme Machado (Manezinho) e Romualdo Braga (Segura o Tombo) e Edilamar Silva Amorim ‘in memorian’ (dona Vivi). Ficha técnica: autor e diretor Francisco Rohen, produtor João Francisco (JF), produção J. J. Mello Publicidade, narrador Ronats.

É com muito pesar que o grupo do Rádio Teatro presta uma singela homenagem a ex-professora do IENF e do Colégio Século XXI,Edylamar SilvaAmorim, 61 anos, aposentada, falecida recentemente. Entre suas atividades,fazia parte do coral Casa D’Itália, aluna de teatro da professora Daniella Santi; participou em dois trabalhos no Rádio Teatro: O Emprego de Ernst Riedimaier, no papel de Leda e no texto de Francisco Rohen “O Casamento” interpretando dona Vivi, mãe do personagem principal Zé Bentinho. Seu falecimento foi uma grande surpresa para todos, sendo, como era, uma pessoa muito querida.

Por: ForumSec21