30/06/2007 Noticia AnteriorPróxima Noticia

Ministra vê união do desenvolvimento econômico à proteção de ativos ambientais como o desafio do século

Manaus - Se os principais atores mundiais não forem capazes de dar continuidade ao processo de desenvolvimento econômico e, ao mesmo tempo, preservar e proteger os ativos ambientais existentes, estarão indo na contramão da história. A avaliação foi feita pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, na solenidade de lançamento do Centro de Excelência Ambiental da Petrobras na Amazônia, como parte das comemorações pela Semana do Meio Ambiente.

No caso específico do Brasil, segundo ela, será necessário um esforço muito grande para que "essa potência ambiental” não cometa os mesmos erros de outros países, “que enriqueceram à custa de sacrificar os recursos de milhares e milhares de anos pelo lucro de apenas algumas décadas”.

O Brasil tem agora, acrescentou, a oportunidade de dar uma grande contribuição para diminuir os efeitos das mudanças climáticas: “Produzir biocombustíveis em base sustentável é a nossa grande contribuição para adaptar e mitigar esses impactos". Para que isso ocorra de fato, segundo a ministra, é preciso antecipar a busca por fontes alternativas de energia.

“O desafio do nosso século é podermos juntar numa mesma equação desenvolvimento econômico e conservação, com a proteção dos ativos ambientais. Porque, se nós não formos capazes de alcançar essa equação, de dar respostas considerando que a viabilidade econômica dos nossos projetos tem que ser igual à viabilidade ambiental e vice-versa, nós estaremos indo na contramão da história”.

Ela destacou ainda a necessidade de estabelecer parcerias, para não repetir erros do passado. “É preciso que tenhamos a consciência da necessidade de se buscar uma forte parceria – sobretudo com as comunidades. Se nós formos capazes de saber juntar o melhor da tradição como o melhor da modernidade, nós teremos um centro de excelência", disse, em referência ao Centro inaugurado pela estatal.

E concluiu: "Se, além dessa união, nós formos capazes de criar um processo que assegure controle e participação social das informações produzidas, aí nós estaremos alimentando não apenas uma empresa importante estrategicamente para país, mas todo um país, toda uma região e todo o processo civilizatório, que não aceita mais fazer as coisas às escuras”.

Por: Agencia Brasil