29/06/2007 Noticia AnteriorPróxima Noticia

Ambientalistas estão preocupados com opção atômica

Ambientalistas, partidos e técnicos do governo demonstraram dia (27) último preocupação com a aprovação do Plano Energético Nacional prevendo não apenas a retomada de Angra III como a construção de mais 4 termonucleares. A área econômica do governo tem apoiado, veladamente, a posição da minsitra do Meio Ambiente, Marina Silva, único voto contrário à opção nuclear do governo Lula no Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Motivo: no Ministério da Fazenda há quem considere um desperdício aplicar mais R$ 7 bilhões para desencaixotar e montar o equipamento estocado de Angra III. Mas prevaleceu a chamada "visão estrátegica" da ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, considerada "mãe" da área energética. Emresposta ao atraso no cronograma do complexo hidroenergético do rio Madeira, por falta de licenciamento ambiental prévio até o final do mês passado, Dilma abriu o saco de maldades com os funcionários em greve do Ibama e jogou na mesa a questão nuclear.

Enquanto a Alemanha mandou desmontar metade de seu parque de usinas nucleares, restando menos de 20, o Brasil quer ampliar e ainda refazer o acordo nuclear com os alemães, da época da ditadura militar. O Greenpeace lançou campanha contra "Lula atômico". O Partido Verde soltou uma nota ambígua, onde mostra que os ambientalistas estão mesmo divididos sobre a questão nuclear após a confirmação do aquecimento global. Cientistas defendem que os reatores nucleares mais novos, caros e sofisticados, com altos sistemas de segurança, são bastante confiávies e o único óbice restante é o lixo atômico, para o qual pode haver solução aceitável desde que se gaste muito dinheiro. Dentro do Ibama, no movimento grevista, o tema não despertou muito interesse porque todos já sabiam, nos corredores, que havia pressão pela licença do rio Madeira e a ameaça passava mesmo pela opção atômica do PT.

Por: Via Ecológica