27/06/2007 Noticia AnteriorPróxima Noticia

Fundação Macaé de Cultura leva arte e oportunidades às comunidades carentes

Criada em 1997, a Fundação Macaé de Cultura (FMC) tem como principal missão fomentar a difusão de talentos e proporcionar à comunidade condições de desenvolvimento cultural, dinamizando, incentivando e difundindo a cultura em seus diversos aspectos. Outra meta da Fundação é elevar a auto-estima da população através do uso e produção de cultura.

A Fundação promove, incentiva e executa atividades culturais, isoladamente ou em parceria com organizações e entidades públicas e particulares, nacionais e estrangeiras, não só nos campos da música, dança e representações cênicas, mas em todas as vertentes de manifestações de cultura, inclusive as de caráter popular. A Fundação Macaé de Cultura conta com 162 funcionários.

Projeto Art Luz

O Projeto Art Luz foi implantado pela Fundação Macaé de Cultura no primeiro semestre de 1998, no bairro Fronteira, visando atender crianças, adolescentes, jovens e adultos em situação de vulnerabilidade, estendendoações para as mães dos integrantes.

O projeto vem sendo desenvolvido nos bairros Fronteira, Parque Aeroporto, Malvinas e Aroeira, nas modalidades de cursos, oficinas, workshops, em dança (ballet clássico, moderno e jazz), artesanato, teatro, capoeira, caratê, dança de rua, música, fotografia percussão, grafite, pintura, papel machê, ginástica, jiu-jitsu e tae-know-do, procurando integrar o alunoem sua comunidade,visando sempre compor o sentido de cidadania.

O projeto atende a cerca de 1,3 mil pessoas, da faixa etária de cinco a 65 anos. A Fundação pretende ampliar o projeto também para o distrito de Glicério e no bairro Virgem Santa.

São 40 professores dos mais diversos estilos. Na Fronteira, por exemplo, as aulas são de balé clássico, jazz, dança de rua, caratê, canto, violão, flauta doce, capoeira, teatro, papel machê, ginástica, artesanato em escamas de peixes . Esta última é conferida a mulheres. Mães dos alunos também fazem ginástica neste espaço.. Já nas Malvinas, os mestres ensinam teatro, dança de rua, jazz, balé clássico, capoeira, graffiti, percursão, ginástica, artesanato em mosaico e jiu jitsu. No Parque Aeroporto há aulas de teatro, dança de rua, ginástica, percursão capoeira e violão, enquanto que no Morro de Santana, ensinam-se ginástica, teatro, dança de rua, grafite, jazz e percursão. Na Igreja São José Operário há diversos cursos, inclusive pintura em tela. Há aulas de artesanato para portadores de deficiência física, no Centro de Vida Independente (CVI), nos Cavaleiros.

O perfil dos alunos do Art Luz é bem variado. A maioria é estudante da rede pública de ensino. O projeto também atende a crianças, adolescentes, jovens e adultos em situação de vulnerabilidade , população de baixa renda, que vive em áreas com precária oferta de serviços públicos, habitantes de comunidades rurais, sindicatos de trabalhadores e portadores de deficiências.

O bom trabalho desenvolvido pelo Art Luz já rendeu frutos. Os grupos de dança, teatro, capoeira, entre outros, são convidados a participar de eventos, como o Festival de Teatro de Rio das Ostras e o Festival de Dança de Joinville.

Em 2006, foi fundada a Companhia Art Luz de Dança e Teatro, que reúne 22 crianças de sete aos 11 anos e 20 jovens, incluindo oito rapazes. Todos são moradores da periferia. Para formar a Companhia, foi feita uma audição com todos os jovens do Art Luz. A idéia é profissionalizar os bailarinos.

Corafro

A Coordenadoria de Cultura Afro-Brasileira (Corafro), criada em outubro de 2003, tem como objetivo estruturar a política municipal direcionada à sociedade afrodescendente. A meta é difundir a cultura afro-brasileira e colaborar na instauração de melhorias para este setor.

A Corafro desenvolve projetos de apoio às iniciativas nascidas no interior das comunidades visando integrá-las às políticas sociais implementadas pela Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial, do Governo Federal.

A coordenadoria consolidou sua existência a partir da Semana de Cultura Afro-Brasileira, realizada em Macaé em 2003, onde a população pode observar vários aspectos da Cultura Negra na música, dança, artes plásticas e religião.

As metas da Corafro são resgataras manifestações culturais de origem afro-brasileiras desenvolvidas no município de Macaé; organizar e manter registros, incentivando a formação de dados e o intercâmbio de manifestações afro-culturais desenvolvidas em Macaé e no Brasil; apoiar, organizar eventos públicos, campanhas, palestras e debates sobre as ações afirmativas de promoção das políticas de igualdade racial; oferecer em parcerias com órgãos públicos, privados e Ongs, cursos, programas e projetos voltados para a capacitação profissional e geração de rendas para a maior participação econômica e social deste segmento da população.

A Corafro tem parcerias com 22 entidades, entre elas a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Governo Federal, a Secretaria Estadual de Cultura / Assessoria de Assuntos Afro-Brasileiro, e a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.

Entre as atividades da Corafro estão a parceria com o programa Macaé Cidadão, onde foram obtidas estatísticas que colaboraram para o diagnóstico da população a ser beneficiada pela Coordenadoria. Isto possibilitou a execução de várias oficinas e planejamento de ações futuras nas comunidades periféricas de Macaé. Também foi planejado junto com a Secretaria de Educação a execução de projetos relacionados à Lei 10.639, que instituiu o ensino da História e da Cultura Afro-Brasileiras nas escolas.

Biblioteca Pública Municipal Dr. Télio Barreto

A Biblioteca Pública Municipal Dr. Télio Barreto foi criada através de decreto em 19 de abril de 1941. Subordinada à Fundação Macaé de Cultura, a biblioteca atende não só aos moradores de Macaé, mas também os de cidades vizinhas. Ao todo, são 24 funcionários.

A Biblioteca funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30h às 19h30, e aos sábados, das 9h às 14h.

A Biblioteca presta os serviços de consultas no local (pesquisa), empréstimo domiciliar (literatura, literatura infantil e infanto-juvenil e outros), atividades culturais, como contação de histórias para alunos da rede municipal, recitais de poesia, apresentações artísticas e palestras. A Biblioteca cede espaço para o Núcleo de Saúde Mental realizar palestras e exibição de filmes, e conta com o Espaço Infantil Celina Mussi de Oliveira, destinado especificamente ao público infantil.

A Biblioteca atende diariamente a cerca de 200 pessoas. Possui parceria com escolas estaduais e municipais, Biblioteca Pública do Estado do Rio de Janeiro, através do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas, FUNARTE, Solar do Mellos e Petrobras.

Incentivar a leitura desde a infância é o principal objetivo da Biblioteca. Uma das metas da equipe é revitalizar o espaço destinado ao público infantil, incluindo uma gibiteca e uma brinquedoteca. Outra meta é desenvolver atividades de educação permanente e continuada, através da realização de cursos, palestras e debates de interesse da comunidade em geral.

O acervo da Biblioteca é composto por cerca de 32 mil obras, entre livros e periódicos. Em 2006, o acervo recebeu a doação de 2436 obras, feita por instituições culturais e particulares. Foram compradas ainda outras 34 obras.

Entreposto Macabaíba

Criado em 2004 com apoio do Sebrae, o Projeto Macabaíba – Artesanato de Macaé tem como principal objetivo o fomento do artesanato, geração de renda e valorização da identidade local.

Um grupo de cerca de 80 artesãos apresenta seus trabalhos no entreposto Macabaíba, no térreo do Centro Macaé de Cultura. O espaço é aberto para todos os artesãos da cidade. O próprios artesãos se organizaram para a criação de Normas e Critérios, viabilizando encontros mensais de avaliação e desenvolvimento dos produtos expostos no entreposto.

Escola Municipal de Artes Maria José Guedes

A primeira semente da Escola Municipal de Artes Maria José Guedes foi lançada na implantação do Curso Técnico em Artes Cênicas , no ano de 2002. No ano seguinte, foi criado o Coral da Cidade de Macaé, com a proposta de ser um órgão integrador e aglutinador de cultura, sobretudo a musical.

Com a aprovação pelo Conselho Municipal de Educação, foi criada a Escola de Artes pela Lei 2426/2003, vinculada à Fundação Macaé de Cultura, a qual recebeu o nome da grande educadora e incentivadora das artes no município, na década de 70, professora Maria José Guedes.

Em 2004, foi acrescido à estrutura da Escola, o Conservatório Macaé de Música, resgatando uma atividade que foi motivo de orgulho para o município, através das suas duas bandas de música centenárias: a Lyra dos Conspiradores e a Nova Aurora.

Desde 2005, a Escola está instalada em dois andares do Centro Macaé de Cultura. São duas salas/auditório, com capacidade para 60 pessoas cada, com aulas de teatro, teoria e ensaio do coral. O espaço ganhou um estúdio com bateria, onde são dadas aulas de prática de conjunto. São dez novas salas para aulas dos mais diversos instrumentos: piano, teclado, violino, violão, trombone, flauta transversa, saxofone, guitarra, baixo ecanto.

Ao todo, são 260 alunos no Conservatório de Música, 72 no curso técnico de teatro e 62 crianças e adolescentes que também aprendem a arte da dramatização. Alunos, funcionários da Fundação e professores terão à disposição videoteca e biblioteca, cujos vídeos e livros sobre temas artísticos de interesse da demanda local serão em parte doados e adquiridos pela Fundação Macaé de Cultura.

Um dos trunfos do Conservatório foi a formação de práticas musicais que fazem sucesso em diversos eventos na cidade. Entre elas estão a Camerata de Violões, com oito violonistas, a Orquestra de Choro Viriato Figueira da Silva, com 40 músicos, o Octeto de Flauta Transversa, a Orquestra de Flauta Doce, a Orquestra de Violinos e o Quarteto de Trombones. Ainda há diversos conjuntos frutos das aulas, quando os mais variados instrumentos interagem em busca da harmonia e da percepção do outro, em um desenvolvimento musical que mexe nas maneiras de sentir a música.

Galeria de Artes Hindeburgo Olive

Instalada no térreo do Centro Macaé de Cultura, a Galeria de Artes Hindemburgo Olive (GaHO) recebe exposições de artistas o ano todo, priorizando a “prata da casa”. Em 2006, os eventos tiveram cerca de três mil visitantes. Naquele ano, foram 11 mostras de pinturas, fotos, litografias e instalações. Entre os artistas que já tiveram obras expostas na Galeria, estão Burle Marx e Maria Klonovska, Eto Cardin e Ariadne Decker. Para estimular a visitação, a Galeria incentiva o convite às escolas, que costumam visitar as exposições em cartaz. A Galeria funciona de segunda a sexta, das 10h às 19h.

Constam no acervo da Fundação Macaé de Cultura, devidamente registradas como patrimônio, setenta e quatro obras de diversos artistas plásticos de Macaé e de outras cidades. Estas obras em geral são doações e algumas adquiridas pela Fundação.Todas as doações são recebidas através da Galeria de Arte Hindemburgo Olive.

Por: Divulgação Fundação Macaé de Cultura