25/06/2007 Noticia AnteriorPróxima Noticia

Curtas Ambientais - As 50 principais notícias de Meio Ambiente de junho.

A Hidrelétrica do Estreito, em Belmonte, no Rio Tocantins esta para obter licença do Ibama. Será construída para gerar 264 mil Megawats e contará com um esquema de canais específicos para a migração dos peixes.

A Eco 92, no Rio de Janeiro, comemora 15 anos. Nela, foram definidas as metas ambientais relevantes agora em vigor no planeta. Inaugurou as discussões dando origem ao Protocolo de Kioto. Também trouxe a opção pelo modelo sustentável onde declarou-se a importância da conservação da biodiversidade.

Além disto, significou para o Brasil a criação da Agenda 21, da Carta da Terra e, no ensino, a introdução da educação ambiental. 470 cidades brasileiras já aderiram a Agenda 21, inclusive Nova Friburgo. A Eco 92 abriu espaço na imprensa para o tema ambiental.

Em 2008 Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, deve começar a produzir energia a partir do gás metano, liberado a partir do lixo. Essa será a segunda fase do projeto da Central de Tratamento de Resíduos (CTR), o novo aterro sanitário, que em 2003 passou a substituir o antigo lixão, que recebia o lixo do município e de toda a parte industrial do estado. Na Semana do Meio Ambiente, São Paulo ganhou a primeira Usina de Energia a partir do gás metano. Sua importância está em utilizar o metano reduzindo as emissões deste gás.

A revista Economics dos EUA, conservadora nos temas estruturais da economia, se dobrou diante das tendências ambientais. Na última edição, deste mês de junho, defende, na matéria de capa, uma ação maior pelo Meio Ambiente. Reconhece que as organizações econômicas terão de estar de acordo com os parâmetros ambientais.

O Canadá é um dos países mais poluidores do mundo, no entanto vem diminuindo suas metas de controle deemissões, descumprindo o Protocolo de Kioto, reclamam os ambientalistas.

A Agencia Nacional de Energia - ANEL - parece não acreditar na prioridade global de reduzir as emissões de carbono. Dados dão conta de que 78% dos projetos disponibilizados pela ANEL viabilizam usinas de energia a partir de fontes fósseis, geradoras dos gazes estufa.

A ministra Dilma Roussef retomou a discussão sobre as obras da Usina Nuclear Angra III, paralisadas há 20 anos. Tudo indica que até o final de junho será anunciada a decisão. Para a ministra as fontes alternativas como aeólica e solar não são suficientes para resolver os problemas energéticos do país.

Funcionando no país está a Usina Nuclear de Angra I. Após um período de testes, a Angra II foi paralisada devendo ser reativada em breve. Usinas atômicas não emitem gazes estufas, porém há o grande perigo radioativo dos detritos indestrutíveis, que acabam armazenados em condições especiais para sempre, com risco. Há também, a possibilidade de acidentes como o de Chernobil.

A justiça levantou o embargo da Usina de Chumbo de Taboão da Serra, no Paraná. Embora tenha causado danos ambientais, provocando a revolta da população do município e agricultores, a usina volta a funcionar sob liminar.

A Companhia Vale do Rio Doce pretende construir 3 Termo-Elétricas (movidas a carvão), optando pelo projeto de menor custo e mais imediato. No entanto, o combustível fóssil a ser usado, agrava muito o efeito estufa.

A China fechou 3 mil fábricas numa ofensiva para reduzir a poluição. Outros 160 projetos industriais foram cancelados enquanto enfrentam graves problemas ambientais também devido ao espantoso aumento do consumo.

O governo japonês anunciou que reduzirá as emissões de carbono em 50% até o ano de 2050. A medida considerada radical acompanha a tendência de muitos países europeus, indo além do Protocolo de Kioto.

O mundo tem tecnologia suficiente para reverter o aquecimento global, segundo o painel inter-governamental. Este foi o recado dos 2.500 cientistas, divulgado em abril. O Painel recomendou o investimento de 3% do PIB internacional até 2030 no afã de reduzir as emissões dos gazes estufa em 70%. Isto para impedir o aumento da temperatura acima de 2 graus, previsto para daqui a duas décadas.

O cientista brasileiro Carlos Nobre afirma ser impossívelreverter o quadro das mudanças climáticas. A expectativa é atenuar os efeitos sobre o clima. A industrialização desenfreada do Século XX trouxeprejuizos irreparáveis. O que se espera é evitar uma situação mais dramática e sem controle, afirmou o cientista.

Reunião de 6 países na Europa, em maio, buscou um acordo sobre o comércio de créditos de carbono, mas fracassou. Dependerá de um novo encontro. Estas discussões vão determinar um novo Protocolo que substituirá o de Kioto até 2012.

Segundo relatório divulgado, os negócios com créditos de carbono geraram negócios da ordem de 10 bilhões de dólares em 2005, crescendo para 30 bilhões em 2006.

Em New York, 70% das pessoas envolvidas no socorro das vítimas do atentado ao Trade Center, inclusive os bombeiros, apresentaram problemas de saúde devido a aspiração de poeira no local da tragédia. Os médicos atribuem esse malefício ao amianto contido na estrutura dos edifícios destruídos.

De acordo com o Greepeace, a Indonésia destruiu 82% da sua cobertura vegetal. Foram eliminadas 1,8 mil hectares de florestas.

O Fórum de Desenvolvimento Sustentável dos EUA quer firmar acordo com o Brasil para a conservação das Florestas Tropicais. Oferece o perdão de dívidas e aplicação de fundos neste benefício.

Especialistas estão analisando o quadro da desertificação do nordeste brasileiro. A falta de água potável para todos poderá atingir 1.432 municípios nas próximas décadas. Aponta o desmatamento desordenado da Caatinga, motivado pela pecuária e agricultura, como o principal responsável pela escassez de água e a desertificação. Desta análise sairão os investimentos do governo federal para a recuperação dos mananciais.

A reserva de biosfera do Pantanal foi reconhecida pela Unesco como território importante para a humanidade. Esta manifestação tardia visa favorecer a geração de projetos de gestão ambiental que atenda a população indígena e os pescadores da região.

Grandes transformações ocorrerão na agricultura do Estado de São Paulo provocadas pelo aquecimento global. As culturas do café será a mais atingida e só será possível mais ao sul do país. Acreditam os técnicos que serão favorecidos novos cultivos e eliminados outros. O aquecimento também favorecerá o aparecimento de pragas e insetos.

Na Camara Federal, deputado propõe incluir no livro dos records o desmatamento da Amazonia. Estudos demonstram que entre 2005 e 2006 o equivalente a 3 campos de futebol foram destruidos por hora, da cobertura florestal. Nos estados do Pará, Maranhão e Mato Grosso ocorrem as maiores devastações da floresta amazonica.

Das 423 grandes empresas brasileiras, 70% delas não possuem projetos ambientais, estando negligentes quanto as emissões de carbono, reclamam setores ambientais.

A mineradora Itaguaí virou massa falida e sua situação terá de ser resolvida pelo governo do Estado do Rio. A empresa foi responsabilizada pela contaminação de Cádmio e Zinco na Baia de Guanabara.

O Governador Eduardo Braga, do Amazonas anunciou a criação do Bolsa Floresta. Visaatender famílias residentes nas Unidades de Conservação Ambiental. Serão estimuladas a presevar as florestas. O Programa abrange uma área de 13 milhões de hectares.

Técnicos calculam que no Brasil são consumidos 840 mil litros de água por segundo. Pessimistas, afirmam ser inevitável a elevação do preço da água devido a escassez e ao aumento da população.

O ciclo de produção de um boi necessita de 4.500 metros cúbicos de água para a sua criação.

O governador da Califórnia Arnold Schwrzenegger anunciou a eliminação de subsídios ao Etanol do milho no seu estado, afim de facilitar a importação do etanol de cana de açucar. A medida visa reduzir as emissões de carbono, sendo que o etanol da cana é mais barato.

A produção de etanol na África tem sido uma grande preocupação do presidente Lula. Ele acredita ser possível promover o desenvolvimento dos países africanos caso se dediquem a produção do etanol e do biodísel.

Diante da realidade da expansão da cana de açucar, o presidente Lula declarou, em recente entrevista coletivaque vai impor metas visando humanizar a produção. Espera contar com a atuação efetiva das Associações de Cortadores de Cana e dos empresários. O Estado fortalecerá os trabalhadores e atuará na mediação com os patrões afim de corrigir as distorções, acrescentou.

O dendê é apontado como a agricultura mais favorável, na Amazonia, como fonte do Biodísel.

O Governo Federal está empenhado em retomar meio milhão de propriedades da União em posse de grileiros na Amazonia e devolver as terras ao Incra.

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisa da Amazonia, o estado brasileiro tem 142 milhões de hectares de terras públicas na Amazonia Legal. No estado do Pará foram feitos 1.500 assentamentos pelo Incra. Entretanto as famílias beneficiadas pela reforma agrária acabaram sendo exploradas pelos madeireiros que as estimulam ao corte de árvores e fornecimento de carvão. Isto tem desvirtuado a finalidade dos assentamentos.

A Universidade Federal do Rio de Janeiro-UFRJ está construindo um projeto piloto de um ônibus movido a hidrogênio. O combustível desenvolvido requer enorme cilindro de armazenamento, sendo indequado para veículos menores, mas cabe num ônibus.

Laboratório da Eletrobrás no Ceará desenvolve sistema para obter energia das ondas do mar. Um flutuador colocado a 2 quilômetros da praia, possui uma câmara receptora das ondas do mar. No flutuador se forma um jato d´agua capaz de mover equipamentos geradores em terra.

O Instituto Brasileiro de Preservação Ambiental (IBAMA), foi dividido através de medida administrativa. Foi criado o Instituto Chico Mendes. O Ibama continuará com a fiscalização do licenciamento. Ao Instituto Chico Mendes caberá a administração, infra-estrutura e conservação. A reforma terá de ser aprovada no Congresso.

Os funcionários do Ibama estão em greve por tempo indeterminado, contrários à divisão do orgão em dois. O setor recem criado funciona com parte do pessoal mantido, e tem como diretor João Paulo Capobianco e no IBAMA o interino é Brasileu Alves. Os grevistas acusam o governo de querer enfraquecer a entidade ambiental com esta divisão.

A pressão sobre a liberação da licença para a construção das hidrelétricas de Santo Antonio e do Giral, em Rondônia, tem sido tamanha sobre o Ibama que o vice presidente José Alencar antecipou, no início de junho, que a licença sairia este mês. Na ocasião, a ministra Marina Silva manteve-se cautelosa salientando a necessidade da preservação ambiental.

O emaranhado em torno do projeto das hidrelétricas, em Rondônia, decorre da falta de uma solução, no Plano Ambiental, para preservar a migração dos bagres, peixes da região. Até então, o projeto não assegurava a piracema (peixes sobem às cabeceiras para a desova). As usinas vão causar danos ainda maiores ao meio ambiente e carecem de um projeto ambiental à altura.A complicação levou o presidente Lula a declarar em entrevista coletiva à imprensa a possibilidade de diminuir o tamanho das usinas e assim conseguir o licenciamento.

O Plano para a despoluição da Baia de Guanabara se arrasta a 13 anos sem nada apresentar de efetivo. A Baia está cada vez mais poluída. O governo Sérgio Cabral planeja direcionar R$ 55 milhões afim de retornar as obras do Plano. Prevê a construção de elevatória de esgoto do Cajú e de uma rede de coleta de esgotos na Baixada.

Obras de drenagem em Sepetiba no valor de 12 milhões vão neutralizar a poluição da lagoa de Jacarepaguá.

Os esgotos da Zona Oeste do Rio de Janeiro serão jogados in natura no Rio Cabral, afluente do Rio Sarapuí.A situação se agrava com os dois presídios em Bangú, cujos efluentes não tem tratamento.

A Prefeitura de Nova Iorque determina que os 13 mil taxis da cidade se ajustem ao modelo para o consumo do etanol.

Foram reiniciadas as obras da estação de esgoto de Marapendi. Orçadas em 70 milhões, vão escoar o esgoto para o emissário submarino da Barra, livrando da poluição a lagoa de Marapendi. Deverão estar prontas no próximo ano.

O impacto da elevação do nível do mar sobre o Rio de Janeiro atingiria de imediato o Leblon, a baixada de Jacarepaguá, Rio das Pedras, os manguesais da zona oeste e a Ilha do Governador, prevêem cientistas brasileiros.

Ambientalistas cariocas se mobilizam na campanha por transformar as ilhas Cagarras, num monumento ambiental preservado.

O governo doRio decidiu pagar um salário mínimo e meio para cada um dos 300 presos a serem contratados que atuarão no reflorestamento das margens do Rio Guandú. A Secretaria do Meio Ambiente já tem disponível 9 milhões de mudas de árvores prontas para o plantio.

A Prefeitura de São Paulo obrigará os novos projetos a contarem com coletor solar nas edificações de cinemas e indústrias. Servirá, pelo menos, para o aquecimento da água.

Na capital paulista, a população realizou um abraço a represa de Guarapiranga. A manifestação foi um protesto ao descaso do governo quanto a poluição de esgotos. Esta represa e a Billings fornecem o abastecimento de água a população de São Paulo.

Um inseto proveniente da China está atacando os laranjais paulistas. Cerca de 70% da área plantada na região de Araraquara foi atingida. Praga desconhecida, só agora está sendo investigada. Compromete o desenvolvimento dos frutos, ameaçando um negócio de 1 bilhão de dólares, naquele estado.

São 38 milhões de animais capturados por ano no país, ilegalmente. Aves, cobras e insetos são os mais cobiçados. Moradores do interior, motivados pelo lucro fácil, fazem a caça. São estimulados pelo comércio clandestino que movimenta, no mundo, cerca de 20 bilhões de dólares. Estão na Europa e nos Eua, os compradores, inclusive universidades. O Brasil participa com 10% destas exportações.

A reunião, ocorrida em junho, dos países desenvolvidos (G8), além dos convidados Brasil, China, ìndia e África do Sul, realizada na Alemanha, desconsiderou o imediatismo do acordo visando a eliminação das emissões de carbono em 50% até meados do século. A proposta foi defendida por Rússia e Japão, mas não obteve o apoio de Rússia e dos Eua. O presidente Norte Americano desagradou inclusive os países emergentes ao prever a mesma parcela de restrição as emissões de carbono para estas nações em relação aos países mais desenvolvidos. Os EUA insistem em protelar a aplicação das medidas do Protocolo de Kioto, necessárias para diminuir o aquecimento global.

Por: ForumSec21