07/06/2007 Noticia AnteriorPróxima Noticia

Ilha Grande restaura ecossistema para ter parque modelo

A restauração de áreas degradadas nos principais ecossistemas da Ilha

Grande, objetivo de um termo de cooperação técnica entre o Instituto

Estadual de Florestas (IEF) e o Instituto Ambiental Vale do Rio Doce

firmado nesta sexta-feira, é mais um passo do Plano de Implantação e

Operação do Parque Estadual da Ilha Grande. De acordo com o

vice-presidente do IEF, o biólogo Paulo Bidegain, coordenador do

plano, o objetivo geral é dar sustentabilidade e melhores condições de

visitação ao parque, transformando-o num modelo.

- Além da restauração de ecossistemas, o plano geral também prevê

construção de nova infra-estrutura de apoio administrativo e para a

visitação, além da elaboração do Plano de Manejo, instrumento

indispensável para a gestão ambiental – informou Bidegain.

Conforme o termo de cooperação técnica e operacional assinado entre o

IEF e o Instituto Ambiental Vale do Rio Doce, com a anuência da

Prefeitura de Angra dos Reis, serão restauradas áreas de floresta,

restinga e manguezal que totalizam 15 hectares, com mudas de espécies

nativas da ilha. A produção das mudas vai acontecer num viveiro

construído especial para o projeto, que tem duração prevista de um

ano.

- A restauração não é simplesmente um reflorestamento. A atividade a

ser executada depende do local. Em certos casos, por exemplo, basta

remover a espécie exótica, como o capim, para que a floresta volte a

crescer – explicou o biólogo.

A Ilha Grande também será beneficiada com a construção de uma nova

infra-estrutura para visitantes, incluindo novos prédios

administrativos e sinalização indicativa. Como tem quase a sua

totalidade composta por áreas protegidas, a ilha não suporta uma

visitação sem limite. Por isso, a Secretaria de Ambiente do Estado

instituiu em fevereiro, ao promover a ampliação do parque para 12 mil

hectares, um grupo de trabalho para analisar a sua sustentabilidade.

De acordo com o vice-presidente, o IEF também participa da elaboração

do Plano Diretor da Ilha Grande, feito pela Prefeitura de Angra dos

Reis. O objetivo é tornar a implantação e operação do parque um

processo transparente e participativo, preservando, ao mesmo tempo,

seus ecossistemas, o patrimônio histórico e as características de suas

comunidades tradicionais. Para isso, outras parcerias estão sendo

articuladas, através de convênios e recursos de compensação ambiental.

- O plano está entre as ações previstas deste ano do Programa de

Proteção à Mata Atlântica (PPMA), financiado pelo governo alemão.

Trata-se de uma medida importante, já que no país a implantação

adequada dos parques costuma ser prejudicada pela ausência de recursos

financeiros – concluiu Paulo Bidegain.

Por: Assessoria de Comunicação da Secretaria de Meio Ambiente RJ