15/04/2017 Noticia AnteriorPróxima Noticia

Estudo britânico diz que petróleo pode entrar em decadência em três anos

O fim da era do petróleo pode estar mais perto do que se imagina. Bem mais perto. Segundo um estudo britânico, a demanda global por petróleo e carvão mineral pode parar de crescer a partir de 2020. E começar a cair a partir daí. Os pesquisadores avaliam que a queda no custo de energias renováveis deve inviabilizar os investimentos em combustíveis fósseis e acelerar uma transição para uma economia mais limpa.

O estudo Espere o inesperado – O poder disruptivo das tecnologias de baixo carbono é uma parceria do Imperial College, de Londres, com a Carbon Tracker, instituição de pesquisa em financiamento de tecnologias limpas. Os pesquisadores levaram em conta as informações mais atualizadas sobre a evolução dos custos de tecnologias de energia solar e de carros elétricos. Também consideraram as metas assumidas pelos países no Acordo de Paris. Não está claro se os pesquisadores consideram uma possível defecção americana do Acordo na gestão Trump.

As projeções são ousadas. Segundo os pesquisadores, a energia solar poderia atender 23% da demanda global de energia em 2040 e 29% em 2050. Isso seria a aposentadoria do carvão e deixaria o gás com apenas 1% do mercado. Os pesquisadores também traçam um cenário em que os carros elétricos teriam 35% do transporte rodoviário em 2035. Essa fatia cresceria para dois terços em 2050.

“Estamos cientes da redução drámatica nos custos das células fotovoltaicas e das baterias de íon e do potencial de veículos elétricos para causar uma ruptura no mercado de energia”, diz Ajay Ghambir, pesquisador.

Os pesquisadores afirmam que as empresas de energia precisam rapidamente rever seus cenários, para dar conta das mudanças tecnológicas que estão viabilizando a energia renovável. O custo de um módulo de energia solar caiu 99% desde 1976. Poucos previram esse tipo de evolução, escrevem os pesquisadores. Para eles, o preço da miopia foi alto. “As cinco maiores empresas de energia da Europa perderam € 100 bilhões de valor entre 2008 e 2013 porque falharam em prever o avanço das tecnologias limpas. As empresas agora reconhecem que entraram no mercado de baixo carbono com dez anos de atraso”, escrevem os autores do estudo. (Época)

Por: Fonte: Alexandre Mansur - ÉPOCA | Blog do Planeta