04/08/2015 Noticia AnteriorPróxima Noticia

Nove cidades em que o “culto aos carros” perdeu espaço.

Há alguns anos, Copenhague na Dinamarca proibiu os carros no centro da cidade.

Nove cidades em que o “culto aos carros” perdeu espaço e que estão retirando os carros de seus centros urbanos.

Depois de conviverem mais de um século com o desenvolvimento dos automóveis, algumas cidades pelo mundo começam a perceber que as ruas devem priorizar as pessoas e não os carros, que não fazem muito sentido no contexto urbano. Em que pesem as sensações de independência e conforto, é notório se considerar fatores negativos como a poluição atmosférica, as mortes no trânsito e os frequentes congestionamentos.

Só para se ter ideia, um estudo britânico constatou que os motoristas têm se movido, em média, mais lentamente do que os ciclistas em algumas horas do dia e, como se não bastasse, ainda gastam 106 dias de suas vidas a procura de lugares para estacionar. As cidades que mais tem restringido a circulação de carros no centro são: Madrí, París, Chengdú (China), Hamburgo (Alemanha), Helsinki (Finlândia), Milão (Itália), Copenhague (Dinamarca), Bruxelas (Bélgica) e Dublin (Irlanda). Esta última tomou a decisão, recentemente, de retirar todos os carros das áreas centrais até 2017.

O prefeito da cidade de Bruxelas, Yvan Mayeur, avalia que a intensa presença de carros estava empobrecendo o centro de Bruxelas. “O centro de Bruxelas era uma grande via de carros, uma autoestrada urbana que dividia a cidade em duas, causava uma fratura entre os bairros. Nós decidirmos colocar um fim nisso”, explica. “É um novo paradigma: nós abandonamos a cidade que se constrói e se alarga em benefício dos carros e da indústria automobilística, para dar espaço a uma cidade ocupada pelos cidadãos, os habitantes.” “Não é uma questão de tendência: é uma questão de sobrevivência das cidades. Todos nós devemos agir para modificar a situação das nossas cidades, que estão tomadas por carros e congestionamentos o dia inteiro”, avalia. “Estamos falando de problemas ambientais, de saúde pública. Eu acho que, hoje em dia, nenhuma cidade tem o direito ficar sem agir contra isso.”- concluiu.

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