09/08/2015 Noticia AnteriorPróxima Noticia

Turismo sustentável x turismo predatório

No momento em que a atenção do mundo volta-se para a delicada situação da degradação ambiental do planeta, surgem novas formas de pensar e praticar a atividade turística, que deve ser economicamente viável e benéfica para as comunidades locais.

Assessoria de imprensa da ACIANF

O termo sustentabilidade tem sido muito utilizado nos últimos anos como forma de conscientizar a população sobre a importância de se preservar os recursos naturais para satisfazer as necessidades presentes sem comprometer a satisfação das necessidades das gerações futuras. Nesse contexto, o turismo emergiu para um outro tipo de visão: além de ser associado aos indicadores econômicos, está fortemente ligado a fatores ambientais e sociais. Vários destinos turísticos empenham-se em alcançar o que se chama de “turismo sustentável”.

A modernidade e as melhores condições de trabalho, aliadas às facilidades oferecidas pelos pacotes turísticos favorecem o crescimento dessa atividade que está acessível às diversas classes sociais. Analisando de forma qualitativa, ao mesmo tempo que o turismo atrai benefícios, como o giro da economia nas localidades em que se desenvolve, também pode provocar consequências negativas, principalmente do ponto de vista ecológico. Um exemplo foi o que aconteceu no arquipélago de Galápagos, quando em 2007, o governo do Equador declarou situação de risco nas ilhas, cogitando até a suspensão temporária de vistos para os turistas como forma de evitar maiores danos ao meio ambiente, devido ao fluxo intenso de pessoas circulando no local e os possíveis riscos ao ecossistema da região.

O turismo sustentável gera empregos, movimenta a economia local e fomenta a importância de se preservar o meio ambiente como um patrimônio nacional. Esse movimento começou a ganhar força em meados da década de 70 quando se percebeu o aumento do crescimento populacional, desenvolvimento maciço das grandes indústrias, poluição atmosférica, aquecimento global, dentre tantos outros fatores que alertam sobre a importância de se preocupar com o rumo das explorações dos recursos naturais e suas consequências nos ecossistemas.

Caminhando nesse mesmo sentido, o turismo predatório não se preocupa com a preservação do meio ambiente. Em muitos locais do Brasil, por exemplo, onde não há estrutura para se praticar um turismo sustentável (com opções desde esportes radicais até mostras de estudos sobre ecossistemas e biodiversidade), na tentativa de atrair turistas, são construídos pousadas, hotéis, espaços turísticos em locais inadequados, sem estrutura, com graves consequências ao meio ambiente como: despejo de esgoto em rios próximos, destruição de ecossistema local, dentre outros fatores que trazem prejuízos.

A diferença é que o turismo sustentável, aliado ao ecoturismo, preserva o meio ambiente e estimula as pessoas a preservarem a natureza; já o predatório estimula a destruição. Porém, no momento em que a atenção do mundo volta-se para a delicada situação da degradação ambiental do planeta, surgem novas formas de pensar e praticar a atividade turística, que deve ser economicamente viável e benéfica para as comunidades locais.

Por: Caroline Santana - Assessoria de Comunicação da ACIANF