08/08/2015 Noticia AnteriorPróxima Noticia

Violência contra jovens é assustadora

Violência contra jovens é assustadora, diz Ideli durante posse no Conanda

Com o desafio de enfrentar o crescimento da onda de violência cometida por jovens e contra jovens no país, o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) empossou no dia 12/2 os novos conselheiros, com mandato válido para o biênio 2015/2016. Os novos titulares iniciam os trabalhos já pressionados pelo debate sobre a redução da maioridade penal.

Para a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Ideli Salvatti, o “combate” a projetos em tramitação no Congresso Nacional que propõem a redução da maioridade penal deverá ser um dos principais enfoques da atuação do Conanda em 2015, quando o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completa 25 anos.

“Não tenho a menor dúvida de que esse debate a respeito da violência contra os jovens, e a [violência] cometida pelos jovens, vai ter que dominar o cenário. E a violência contra os jovens é assustadora. Os índices de adolescentes na faixa entre 12 e 18 anos, que morrem de forma violenta, são muito altos na comparação com o índice geral da população, e isso exige providências”, disse Ideli.

Segundo dados apresentados pela ministra, enquanto o índice geral de homicídios não chega a 5%, na faixa entre 12 e 18 anos o percentual chega a 36%. “É um verdadeiro genocídio dos nossos jovens; jovens negros e pobres. O enfrentamento da violência contra os jovens tem que ser o centro de discussão da nossa pauta”, ressaltou.

Já a A Comissão Interamericana de Direitos Humanos, órgão vinculado à Organização dos Estados Americanos (OEA), vê com preocupação a forma como a sociedade brasileira “estigmatiza” o jovem brasileiro, especialmente o negro, como responsável pela insegurança e pela violência vivida no país. Para a ex-vice-presidente do Comitê das Nações Unidas dos Direitos da Criança e membro da comissão, Rosa María Ortiz, essa visão tem estimulado debates acerca da redução da maioridade penal e provocado a “restrição de direitos” de criança e adolescentes no Brasil.

“Os jovens, em particular, as pessoas do sexo masculino, pobres, tradicionalmente excluídas, são, geralmente, percebidas [no Brasil] como um perigo social, e atribui-se a eles a responsabilidade pelo contexto de insegurança e também pelos delitos. Isso tem levado a situações graves de uso arbitrário e ilegal da força contra os jovens por parte de agentes do Estado e também, peço desculpa, por parte de particulares”, disse a paraguaia.

Por: (Agencia Brasil) Resumo de notícias sobre o Tema