20/05/2014 Noticia AnteriorPróxima Noticia

Trupe Família Clou recebe o Prêmio de Cultura do Estado

Ana Blue

Foram 100 projetos e coletivos indicados para o prêmio em todo o estado. Entre eles, 10 eram da Região Serrana. Os outros se dividiram entre as demais regiões: Costa Verde, Médio Paraíba, Baixada Litorânea, Centro-Sul, Centro-Norte, Metropolitana Rio, Metropolitana Baixada, Metropolitana Leste e Metropolitana Noroeste, a mesma divisão regional do Plano Estadual de Cultura. Uma consulta pública online escolheu 10 premiados e uma comissão especial e mista selecionou mais 20: 2 para cada região. A condição para concorrer: ter se destacado no cenário cultural fluminense entre os anos de 2012 e 2013. No total, 30 projetos foram premiados; entre eles, a Trupe Família Clou.

O trabalho de Dalmo Latini e Talita Melone começou em 2003, completando, portanto, 10 anos de apresentações em 2013. São figuras conhecidas pelas ruas da cidade: quem, em Nova Friburgo, nunca viu a Família Clou em pleno espetáculo? Tanto que já abrilhantaram palcos fora daqui: cidades como São João de Meriti e Teresópolis, no Estado do Rio, e até em outros estados, como Salvador/BA, Campinas/SP e Mariana/SP já puderam se encantar com o trabalho lúdico de Dalmo e Talita.

Mas os dois não trabalham sozinhos. Conforme os filhos foram crescendo — sim, eles são casados, daí o "família” no nome do grupo —, cresceu também o gosto deles pela arte. Isabela, a mais velha, ainda pequena já começou a fazer parte das apresentações. Ian, o caçula, é multitalentoso: faz malabarismo, toca bateria, é ator. Uma junção perfeita de pessoas que respiram a arte, sim, mas que, principalmente, atuam de forma efetiva em prol da cultura: correm atrás dos próprios patrocínios, não esperam pacientemente que as coisas mudem ou que os governos melhorem. Como a história do beija-flor que tenta sozinho apagar o fogo na floresta, a Família Clou faz a sua parte.

E o reconhecimento veio, neste último dia 10, durante a Mostra do Prêmio de Cultura do Estado do Rio de Janeiro — no total foram três dias de evento, entre 9 e 11 de maio. Para Talita, "receber este prêmio é mais uma forma de estímulo para que a arte circense seja reconhecida como uma autêntica manifestação cultural”. Manifestação esta que precisa de maior atenção dos agentes da cultura local, inclusive.

Em entrevista para A VOZ DA SERRA, Dalmo não pôde conter a emoção pelo reconhecimento de seu trabalho. "Nossos agradecimentos a todos os amigos, parceiros, apoiadores e familiares que torcem, fortalecem, admiram e incentivam nosso trabalho. Receber o Prêmio de Cultura do Estado do Rio de Janeiro 2014 foi para nós uma grande alegria. Dedicamos essa premiação a nossa plateia, que esteve e está conosco, durante esses 10 anos de trabalho, nos iluminando com seu sorriso. A todos vocês que fazem parte dessa história, um abraço do tamanho do mundo. Esse prêmio é nosso”, resume Dalmo.

A Trupe foi escolhida por uma comissão julgadora mista, formada por nomes como Cacá Dieguez e Heloisa Buarque de Hollanda. Dos 10 trabalhos indicados da Região Serrana, além da Família Clou, foi premiado também o Ecomuseu Rural de Barra Alegre — de Bom Jardim —, também escolhido pela comissão julgadora. Pelo voto popular foi escolhido o projeto Latex – Laboratório de Artes e Teatro Experimental –, de Cachoeiras de Macacu, com 21.105 votos.

Por: A Voz da Serra