13/05/2014 Noticia AnteriorPróxima Noticia

Comunidades de São Pedro e Lumiar estão insatisfeitas com alguns aspectos das obras previstas para os distritos

O governo estadual acenou com uma verba de R$ 6,1 milhões para executar um plano de reurbanização dos distritos de Lumiar e São Pedro da Serra e assim fez as licitações para contratar os serviços. Acontece que os projetos em vista não agradaram as comunidades e tão somente vão interferir no andamento das atividades da região sem trazer adiantos imediatos.

A principal medida que seria a de embutir a fiação de luz e retira-la dos postes foi afastada e a companhia exigiu outro orçamento no valor de R$ 5 milhões para esta providência. O plano a ser operacionalizado é cortar as árvores da Praça de SPS e as que estão no caminho onde será feito o calçamento.

Como as construções existentes encontram-se irregulares avançando sobre o perímetro das calçadas os proprietários terão que ceder até 1, 5 metros de suas frentes para o calçamento em pedras portuguesas por toda a extensão da Rua Rodrigues Alves. Não se sabe quanto tempo levará esses serviços e a interrupção que provocarão no trânsito de SPS que só conta com uma rua de acesso.

As reuniões que são marcadas entre as autoridades e as comunidades não acontecem e o caso tornou-se um confronto já que as associações locais ameaçam recorrer a Justiça para impedir a realização das obras. Mas é preciso ter sido iniciadas para a Justiça proceder.

O que se conseguiu acordar até agora é que a largura da Rua Rodrigues Alves não será diminuída, o chafariz e o coreto da praça de SPS serão mantidos e serão criadas áreas especificas para o estacionamento.Já em Lumiar a proposta é modificar todo o centro, sendo onde serão gastos a maior parte dos recursos. A comunidade lumiarense também não gostou do projeto para a sua praça, considerado completamente fora do espírito bucólico do lugar. Os comerciantes do entorno da praça também reclamam, uma vez que o projeto retira as calçadas para dar lugar a uma rua que rodea a praça. Mais uma vez, um exemplo de intervenção urbana sem consulta à comunidade, feito de cima para baixo, completamente fora das orientações do Estatuto da Cidade, aprovado pelo Congresso Nacional, que prevê consultas e discussão democraticamente organizadas. Só podia dar nisto.

Por: ForumSec21