19/11/2012 Noticia AnteriorPróxima Noticia

Organizações sociais realizam ações contra liberação de milho transgênico no país

A Comissão Técnica Nacional em Biossegurança (CNTBio) da Costa Rica analisa a liberação do uso de quatro variedades de milho transgênico no país. Diante dessa possibilidade, organizações sociais da Costa Rica convocam a população a protestar contra essa liberação, a qual beneficiaria somente empresas nacionais e transnacionais.

Organizações como Bloco Verde e Rede por uma América Latina Livre de Transgênicos já informaram que realizarão ações em defesa do milho e contra os transgênicos. Em entrevista a Rádio Mundo Real, o agrônomo e membro da Rede, Fabián Pacheco, anunciou a realização de uma caminhada por todo o país. A atividade, segundo ele, começará no dia 25 de novembro, em Matambú, Guanacaste, e terminará no dia 2 de dezembro em San José, capital do país.

A mobilização tem o objetivo de pedir a não liberação dos milhos transgênicos na Costa Rica. De acordo com o agrônomo, as ações prosseguirão nos dias 2 e 3 de dezembro com um ato cultural e uma vigília em frente ao Ministério da Agricultura e Pecuária, onde a CNTBio analisará o pedido de liberação dos transgênicos.

As organizações ecológicas convocam a população da Costa Rica a fazer parte dos protestos contra as sementes de milho transgênico no país. As variedades em questão pertencem às empresas Sementes do Trópico e Delta & Pinho S.A, subsidiária da transnacional Monsanto.

As entidades rechaçam o ingresso dos organizamos geneticamente modificados visto que estes, além de afetar a saúde da população, ainda colocam em risco o cultivo de sementes nativas do país. Outro ponto destacado pelas organizações é que a liberação das sementes transgênicas beneficia as empresas nacionais e internacionais – tais como Monsanto – em detrimento da população campesina.

"Devem-se analisar com profundidade todas as implicações que acarreta a liberação destas sementes na Costa Rica. Semear milho transgênico no centro de origem centro-americano é um ato de agressão corporativa que desemboca na perda de nossa diversidade e nosso patrimônio agrícola cultural”, destacaram organizações do Bloco Verde.

Karol Assunção com informações de Rádio Mundo Real.

Por: Adital