18/11/2011 Noticia AnteriorPróxima Noticia

Ativistas protestam contra vazamento de óleo na Bacia de Campos

Com banners que diziam “Chevron: sua sujeira, nosso problema”, os ativistas do Greenpeace realizaram, na manhã desta sexta-feira, um protesto diante do prédio onde ficam os escritórios da petroleira, no Centro do Rio. Eles despejaram barris de “petróleo” – na verdade uma substância produzida com tinta atóxica. De acordo com os ativistas, o objetivo é reforçar que as causas do vazamento de óleo no campo de Frade, na Bacia de Campos, e os planos da empresa para contê-lo e reduzir seu impacto na biodiversidade da costa fluminense continuam muito mal explicados.

“O Greenpeace quer transparência da Chevron e dos órgãos do governo a respeito do acidente. As informações que se tem até agora são contraditórias. A empresa minimiza o problema. Mas a mancha de óleo pode ultrapassar 160 quilômetros quadrados de extensão”, afirma Leandra Gonçalves, da campanha de Clima e Energia do Greenpeace.

Ativistas do Greenpeace protestam em frente ao escritório da Chevron“Surpreende que a empresa não tenha se prontificado a levar a imprensa e organizações da sociedade civil até o local do acidente e até agora tenha se limitado a soltar comunicados vagos sobre o que está acontecendo na costa do Estado do Rio”, diz ela. “Tanto segredo é um sinal de que a Chevron não tem um plano de segurança adequado. O Brasil não pode virar o Golfo do México.”

Image gallery could not load.1 / 15Após protesto do Greenpeace, funcionários limpam entrada da Chevron. Ativistas fizeram manifestação contra vazamento de óleo na Bacia de Campos. Foto: Vitor Silva

No fim da noite desta quinta, após a Agência Nacional de Petróleo (ANP) afirmar que a primeira fase do fechamento das fendas da jazida estava concluída, a Chevron Brasil anunciou que o vazamento tinha se reduzido a um "gotejamento ocasional".

Segundo o comunicado, o volume de óleo visível na superfície era de cerca de 65 barris/dia. Antes, estimava-se um valor entre 400 e 650 barris. A mancha teria 8 km de extensão por 300 m de largura e, sem contornos regulares, 1,8 km2 de área. Ambientalistas, entretanto, contestam a informação. De acordo com um representante de uma ONG americana, o vazamento teria um volume diário de 3.700 barris e a mancha teria o dobro da área da cidade do Rio de Janeiro.

PF vai intimar representantes da Chevron para explicar vazamento em Campos

Rio de Janeiro - O delegado da Polícia Federal Fábio Scliar, chefe da Delegacia de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico, vai intimar hoje (18) pelo menos seis diretores da Chevron para depor na semana que vem sobre o vazamento de óleo na Bacia de Campos. A multinacional é responsável pela exploração de petróleo em um poço no Campo de Frade, a 183 km da costa fluminense.

“Não há qualquer dúvida de que o crime ocorreu. O derramamento é oriundo da atividade de perfuração. O que me interessa agora é delimitar responsabilidades. É saber quem era o responsável. Alguns dos envolvidos estão embarcados, por isso precisamos esperar que eles sejam rendidos para que possam sair de lá.”

O delegado, que instaurou o inquérito há dois dias, também vai investigar se os equipamentos usados no Campo de Frade são obsoletos e se houve perfuração além do que estava previsto no contrato de exploração. “Na plataforma, alguém deixou escapar que haviam perfurado 500 metros a mais do que deviam e talvez seja essa a causa dessa rachadura no solo. O que gera estranheza é que eles estavam perfurando a 1,2 mil metros de profundidade e quando ocorreu o problema eles baixaram uma sonda para filmar o acontecido que não chega a 1,2 mil metros de profundidade”, explicou o delegado.

Em nota, a Agência Nacional de Petróleo (ANP) informou que imagens submarinas feitas na tarde de ontem (17) indicam sucesso no primeiro estágio de cimentação do poço da Chevron, que será abandonado. Segundo o texto, as imagens sugerem a existência de fluxo residual de vazamento, mas a mancha de óleo continua se afastando do litoral e se dispersando.

A Chevron, também em nota, informou ontem que a empresa está adotando todas as medidas para fechar o poço, monitorando a mancha de óleo e trabalhando junto com autoridades brasileiras.

Técnicos sobrevoam Bacia de Campos para verificar mancha de óleo

18/11/2011 - 12h40

Meio Ambiente

Vitor Abdala

Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – Técnicos da Marinha, da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) estão sobrevoando a Bacia de Campos, no norte fluminense. O objetivo do sobrevoo é verificar a dimensão da mancha de óleo vazado no Campo de Frade, na última semana. Além dos técnicos desses órgãos, participa da missão o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc.

Ontem (17), a ANP divulgou nota informando que a empresa Chevron Brasil conseguiu cimentar o poço de onde está vazando o petróleo. Apenas um vazamento residual permanece.

Segundo a Chevron, a mancha está localizada a 120 quilômetros e se desloca na direção sudeste, ou seja, na direção contrária à costa brasileira. Segundo a empresa responsável pelo poço, o volume vazado equivale a 65 barris. No entanto, imagens da agência espacial americana Nasa, divulgadas ontem pela imprensa, mostram que o vazamento pode ser muito maior.

Por: Jornal do Brasil - Agencia Brasil