01/09/2011 Noticia AnteriorPróxima Noticia

Ações de combate ao risco de epidemia de dengue começam no Rio de Janeiro

Para conter uma possível epidemia de dengue na capital fluminense, durante o verão de 2012, a prefeitura da cidade divulgou na quarta-feira (31) uma série de ações de prevenção e assistência aos doentes. A principal medida é o decreto de Estado de Alerta para a dengue, que começa a valer a partir desta quinta (1º) e permitirá a agentes de saúde entrar em imóveis fechados.

Segundo dados da Secretaria de Saúde, as residência particulares concentram 82% dos criadouros do mosquito Aedes aegypti, que podem deflagrar a epidemia. De acordo com o prefeito Eduardo Paes, as análises epidemiológicas sinalizam alerta máximo, principalmente na zona norte, no centro e na zona oeste, que devem ser as áreas da cidade com maior incidência da doença.

“Tivemos duas epidemias na história do Rio, em 2002 e 2008, e o que se observou é que em 2001 e 2007 o número de casos apresentou uma curva de crescimento. Esse quadro se repete em 2011, portanto, tudo aponta para um novo ciclo da doença mais amplo e mais elevado. Não quero assustar ninguém, mas a nossa convicção é essa”, disse o prefeito em entrevista à imprensa.

Pela regras do decreto, os agentes de vigilância em saúde poderão entrar nos imóveis abandonados ou fechados 24h depois de notificar os proprietários, que não poderão recusar a inspeção sob pena de multa. Também será punido quem por mais de uma vez deixar caixas d’água sem tampas e piscinas sem tratamento. O valor cobrado em cada caso será anunciado em 30 dias.

O Plano de Combate à dengue também incluiu a contratação de agentes de saúde, que somarão 3,6 mil e farão cerca de sete milhões de visitas no próximo ano (três vezes mais que em 2011), o uso de 40 carros fumacê, além da instalação de 30 polos de hidratação para atendimento à população, sendo que dez funcionarão 24 horas. O plano custará R$ 42 milhões e será executado até abril.

A prefeitura do Rio está preocupada com a volta da variação de dengue tipo 1 e a entrada do vírus tipo 4 para o qual a população com menos de 20 anos não tem proteção. Por causa das epidemias registradas em 2002 e 2008, os cariocas ficaram mais resistentes às variações da dengue tipo 2 e tipo 3, que tendem a fazer menos vítimas no verão que se aproxima.

O secretário municipal de Saúde, Hans Dohmann, explicou que a dengue é afeta várias cidades do mundo e é de difícil erradicação. “Não há poder público no mundo que consiga tomar conta de todas as propriedades privadas todos os dias. Por isso, a participação de cada um de nós é fundamental. O grande risco está dentro de nossa casa”.

De acordo com o Ministério da Saúde, o estado do Rio de Janeiro lidera as estatísticas de dengue no país. De janeiro a junho, 85 pessoas morreram por causa da doença, um aumento é de 157% de óbitos em relação ao mesmo período de 2010.

Isabela Vieira

Por: Agência Brasil