30/08/2011 Noticia AnteriorPróxima Noticia

Laudo do DRM-RJ diz que não há área de risco ampla na Rua General Osório

Laudo de vistoria emergencial do DRM-RJ constata que não há área de risco ampla da Praça do Suspiro até o Colégio Anchieta

O Governo do Estado do Rio de Janeiro, através do Departamento de Recursos Minerais (DRM-RJ) emitiu laudo de vistoria técnica emergencial sobre a situação do morro onde se situa o teleférico. O laudo atualiza, com base na vistoria de campo e sobrevôo de helicóptero, realizados no dia 25 de agosto passado, as análises preliminares do risco a escorregamentos na área do teleférico, realizadas em janeiro deste ano, e as informações verbais repassadas ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea), em Nova Friburgo, durante a elaboração do seu laudo técnico, em resposta à solicitação do Ministério Público, datado de abril de 2011.

ANÁLISE E DIAGNÓSTICO DOS ESCORREGAMENTOS - O morro onde se situa o teleférico mostra várias cicatrizes de escorregamentos. Duas delas dizem respeito a corridas de solo ao longo dos canais de drenagem, as denominadas “línguas” no sentido da Praça do Suspiro e do Colégio Anchieta. Outras cicatrizes estão relacionadas a deslizamentos planares em taludes escavados, a jusante das vias de acesso, com destaque para aquela a montante da clínica oftalmológica (Rua Sylvio Henrique Braune), que é uma reativação de um deslizamento ocorrido em janeiro de 2007.

O laudo do DRM-RJ cita textualmente: “Trata-se de movimento de massa muito próximos e semelhantes, mas que não se juntam, não formam crateras e não têm uma superfície de ruptura profunda ou única, ou seja, são processos individuais que exibem riscos individuais e exigem soluções também individuais. Não há, portanto, uma área de risco ampla, que se estenda da Praça do Suspiro até o Colégio Anchieta, passando pela faculdade de odontologia”.

Uma das conclusões parciais do laudo, assinado pelo geólogo Cláudio Amaral, diretor de geologia do DRM-RJ, resume: “não há um novo escorregamento ou cratera sob a área do teleférico”. Cita ainda que as áreas de risco devam permanecer interditadas até a completa execução de obras de estabilização e que todos os projetos de estabilização executados pelos entes públicos e particulares devam ser analisados em conjunto pela Prefeitura de Nova Friburgo.

O QUE É – O DRM-RJ é uma autarquia criada pelo governo estadual em 1975. Em 1999 passou a ser vinculado à Secretaria de Estado de Energia, da Indústria Naval e do Petróleo (Seinpe), o que veio trazer-lhe a reintegração à sua tradição de agência fomentadora do desenvolvimento da atividade mineral ambientalmente sustentável, além de novas atribuições na área do petróleo. Faz parte de uma secretaria criada para orientar, fomentar e viabilizar o desenvolvimento de setores básicos da economia fluminense.

A estrutura organizacional do DRM-RJ, após passar por amplo processo de discussão interna e nos diversos níveis do governo, veio substituir ao anterior, de 1994, adequando-o às novas atribuições adquiridas ao longo do tempo e modernizando seu organograma. A diretoria de mineração (DMIN) passou a incorporar as atribuições da área de fiscalização e desenvolvimento, aperfeiçoando a atuação do DRM-RJ como agência estadual de mineração, e a diretoria de geologia (DGEO) passou a tratar das questões de geologia básica, hidrologia e projetos de meio ambiente, fazendo com que atue como serviço geológico estadual.

A nova estrutura está organizada em oito coordenadorias, que refletem as novas atribuições da instituição, incluindo a hidrologia, dada a atribuição de controlar a utilização das águas subterrâneas no estado; e economia mineral e do petróleo, que incorpora o setor petróleo na estrutura da organização e geoinformação, que introduz os conceitos mais atuais de geração de informações georreferenciadas.

Por: Secretaria de Comunicação Social da Prefeitura de Nova Friburgo