14/07/2011 Noticia AnteriorPróxima Noticia

Permacultura no dia-a-dia Urbano

O Instituto Pindorama é uma organização independente e sem fins lucrativos (ONG) com sua sede em Nova Friburgo – RJ registrada desde 2004. Buscamos utilizar os recursos naturais de forma consciente, eficiente e sustentável, para tornar a Terra um lugar pacífico, próspero e auto-suficiente.

Nosso programa é uma proposta de como podemos aprender, com a própria natureza, a agir neste momento de mudança em que nosso destino dependerá de ações inteligentes, organizadas e lideradas por iniciativas de larga visão.

www.pindorama.org.br

O objetivo da Permacultura é a criação de sistemas urbanos que sejam ecologicamente corretos e economicamente viáveis; que supram suas próprias necessidades, não explorem a natureza ou poluam e que sejam sustentáveis a longo prazo. Cuidado com a Terra significa o cuidado com todas as coisas, vivas ou não: solos, espécies, atmosfera, florestas, micro-habitais, animais e águas.

Nilson Dias

Assumir para nossas vidas aquilo que é radicalmente novo não é tarefa fácil – na maioria das vezes enfrentamos nossos próprios limites de compreensão e aceitação.

Nas palavras de Bill Mollison , criador da Permacultura esta “é uma tentativa de se criar um Jardim do Éden”, planejando e organizando a vida da sociedade de forma a que ela seja abundante para todos e sem prejuízo para o meio ambiente. Parece utópico, mas os praticantes sabem que é algo possível e para o qual existem princípios, métodos e estratégias bastante factíveis.

Muitos exemplos estão aí, para quem quiser ver, nos cinco continentes e em mais de uma centena de países. A Permacultura - “Permanent Culture” ou “Cultura Permanente” tem como princípio a observação das estratégias da natureza. Ela está baseada numa ética da terra, que traz estímulos e soluções sociais gerados dentro das próprias comunidades. A sua filosofia e práticas são simples, favorecem a reintegração do ser humano no seu meio ambiente de forma sustentável.

”Sem a permanência de cultura, a sociedade perde a seus vínculos com a terra”. Baseada nesta afirmação, a Permacultura desenvolve-se de forma inteligente, racionalizando a organização de sítios e fazendas ou até mesmo de cidades, levando em consideração os aspectos típicos de cada região. Tendo claro as necessidades como: moradia, água, mobilidade, jardim, animais, lazer, área de produção, reserva florestal, etc, a permacultura pode planejar tudo de forma integrada, com harmonia, eficiência e de maneira ecologicamente correta.

Inicialmente criada para designar um processo de agricultura permanente – e que não agredisse a natureza –, a permacultura cresceu para algo ainda mais abrangente, e hoje diz respeito a qualquer sistema de escala humana: pode ser desde o processo de criação e administração de um jardim público a todo o ordenamento de uma cidade.

Todo modelo de permacultura pressupõe que seja socialmente justoe financeiramente viável. Um projeto permacultural envolve planejar, implantar e manter de forma consciente sistemas produtivos que tenham diversidade, estabilidade e resistência como os ecossistemas naturais.

Permacultura também envolve não retirar da Terra mais do que se devolve para ela.

Mas se eu moro na cidade, como então aplicar a Permacultura? Quem quiser praticar a permacultura urbana deve entender o princípio “o problema é a solução”. Todos nós sabemos que é muito fácil identificar os problemas na maioria das cidades e isto pode trabalhar à nosso favor se estamos com a mente aberta para criarmos solução ao invés de simplesmente identificarmos os problemas.

Primeiramente, devemos pensar nas características da cidade como a de um ecossistema como uma floresta. Uma floresta , tentando criar soluções como:

A - Realizar plantios de hortas comunitárias e jardins em terrenos baldios ou sem uso;

B - Transformando nossos gramados em jardins produtores de alimentos;

C - Usando pequenos espaços em conjunto com outros vizinhos para plantios comunitários;

D - Derrubando nossas cercas e muros e criando parcelas maiores de terra útil;

E - Usando muros e prédios para fazer hortas verticais e cultivos à sombra;

F - Realizando coleta de águas pluviais;

G - Usando técnicas de bioconstrução tais como superadobe, adobe e bambu para construir, reconstruir ou ampliar nossas casas;

H - Construindo filtros biológicos para tratar nossos dejetos;

I - Usando a técnica de teto-verde para manter a temperatura de nossas casas agradável, gastando menos energia com ar-condicionado;

J - Sendo um consumidor consciente, dando preferência a produtos locais;

L - Usando mais a bicicleta e transporte público, organizar rodízios de carona;

M - Construindo pontes entre sustentabilidade biológica, cultural, social e econômica. Lembre-se que é uma escolha consciente nossa ver os entraves para reconstruir as cidades de forma sustentável ou ver os recursos e oportunidades. Áreas urbanas possuem muitas pessoas cheias de energia que quando unem seus corações e mentes podem criam um ambiente bonito e saudável em meio ao suposto caos.

Nilson Dias, MBA, é Gerente de Projetos do Instituto Pindorama (www.pindorama.org.br) - krishnaprem108@gmail.com

Por: FórumSec21