01/04/2011 Noticia AnteriorPróxima Noticia

ONG usa garrafas de refrigerante para construir salas de aula nas Filipinas

25/03/2011

Ambientalistas deram um novo uso às poluentes garrafas de plástico, conhecidas como PET. A ONG My Shelter Foundation, que busca soluções inovadoras para combater o aquecimento global através de estruturas sustentáveis, ecológicas e de baixo custo, desenvolveu um projeto de construção de escolas com a utilização de garrafas de plástico e de vidro.

A ONG se inspirou em igrejas e edificações da Turquia e do México que seguem o estilo espanhol de tijolo cru (também conhecido como adobe). Essas construções incorporam garrafas de vidro, e resistem muito bem à ação do tempo.

“Nós liquefazemos o adobe e o colocamos dentro das garrafas, que servem como moldes ou ‘blocos de construção’ para a escola”, afirmou Illac Diaz, fundador da My Shelter Foundation.

O processo começa quando se reúnem o maior número de garrafas PET de 1,5l e 2l possível. As garrafas são então preenchidas com adobe liquefeito e levadas a secar por 12 horas. As PETs são arranjadas como tijolos, empilhadas organizadamente para formarem paredes, com cimento segurando as garrafas no lugar para deixar a estrutura resistente. Usam-se cerca de cinco mil PETs para completar uma sala.

Nas paredes são feitos pequenos buracos e inseridos canos de PVC, que servem para ventilar. Isso reduz a necessidade de ventiladores elétricos dentro da sala. Janelas amplas em duas paredes e painéis feitos de garrafas de vidro translúcido maximizam o uso da luz natural. Painéis de fibra de bambu, milho e arroz separam o aposento em duas salas. Levou cerca de um mês para que a primeira das oito salas de aula planejadas fosse completada.

Segundo o arquiteto Zigfrido Abella, as garrafas PET, que foram testadas por estudantes de engenharia, são “ainda mais fortes que os blocos ocos convencionais, muito duráveis, flexíveis e facilmente adaptáveis a métodos de construção convencionais”.

Agora, a empresa está tentando reunir as 35 mil garrafas restantes necessárias para a construção, e várias doações são feitas por corporações e pessoas da região. A ONG espera terminar escola a tempo das aulas começarem em junho.

Jéssica Lipinski

Por: Instituto CarbonoBrasil/Deccan Herald