27/12/2010 Noticia AnteriorPróxima Noticia

Maioria desconhece o termo Sustentabilidade, revela pesquisa do Akatu

No entanto, mesmo não conhecendo, consumidores praticam ações que levam à sustentabilidade; 16% deram a definição correta do termo.

A maioria da população brasileira (84%) sequer ouviu falar ou não sabe definir ou define errado o termo Sustentabilidade. Apenas 16% apresentam alguma definição correta ou aproximada para o conceito. Os dados são da pesquisa “O Consumidor Brasileiro e a Sustentabilidade: Atitudes e Comportamentos frente o Consumo Consciente, Percepções e Expectativas sobre a Responsabilidade Social Empresarial. Pesquisa 2010”, realizada por iniciativa dos institutos Akatu e Ethos.

Divulgado na terça-feira (14/12), o estudo foi feito com patrocínio de Santander, apoiador pioneiro do Akatu, Bradesco e Walmart, ambos apoiadores estratégicos, Faber Castell, apoiador benemérito, e executado pela GfK.

O conceito foi criado em 1987, por representantes dos governos membros da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento da Organização das Nações Unidas (ONU). Eles definiram ação sustentável como sendo aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem suas próprias necessidades.

Ou seja, sustentabilidade, é o equilíbrio na convivência entre o homem e o meio ambiente, ao mesmo tempo em que viabiliza aspetos sociais e econômicos, por meio de alternativas que busquem sustentar a vida na Terra sem prejudicar a qualidade de vida no futuro.

Mesmo sem saber definir, consumidores contribuem para sustentabilidade.

Ao discutir o termo sustentabilidade, a pesquisa aponta que há uma deficiência para o significado teórico e talvez de compreensão da interdependência de nossos atos no planeta, mas, na prática, os consumidores relatam já cuidar da sustentabilidade em ações simples cotidianas.

Sete em cada dez afirmam que fecham a torneira enquanto escovam os dentes e também apagam lâmpadas de ambiente desocupados em casa. Metade dos entrevistados diz que planeja a compra de alimentos; 46% planejam a compra de roupas; 36% sempre pedem nota fiscal em suas compras e 33% são atentos aos rótulos dos produtos. Um em cada quatro (24%) respondeu que separa o lixo para reciclagem.

Para Helio Mattar, diretor-presidente do Akatu, a dificuldade de definir o termo se deve ao fato de a Sustentabilidade ser um objetivo, um resultado, condicionado por diversas práticas conjugadas. “Por isso é compreensível que parte dos consumidores, mesmo aqueles considerados conscientes, ainda não tenha se apropriado do termo”.

Desafios

A pesquisa aponta que “para ganhar corações e mentes dos consumidores, a sustentabilidade precisa ser apresentada não como conceitos sofisticados, mas traduzidos em práticas e propostas concretas. Tem que ser vista como o caminho mais curto, barato e desejável rumo à felicidade”.

Neste sentido, ainda segundo o estudo, as empresas, os veículos de comunicação e as organizações da sociedade civil, todos, em conjunto com governos, precisam agir para que esse desafio ganhe apoio social maciço.

“O desafio é fazer com que esses termos não sejam vistos como imposições restritivas, mas sim desejadas como boas alternativas ao consumo exagerado e ao desperdício, bem como os problemas que surgem em decorrência dele”, conclui a pesquisa.

A pesquisa ouviu 800 mulheres e homens, com idade igual ou superior a 16 anos, de todas as classes sociais e regiões geográficas do país, nas seguintes localidades: regiões metropolitanas (Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza e Belém), capitais (Goiânia e Manaus) e Distrito Federal.

Rogério Ferro

Por: Instituto Akatu