27/12/2010 Noticia AnteriorPróxima Noticia

Resumos ambientais de fim de ano...

Com a descoberta pela Petrobrás dos poços de Tupí e Libra, do Pré-Sal, o país entra numa nova fase de geração de riquezas. Esperamos que esta riqueza seja repartida com as milhões de pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza. Enão só em termos de geração de mais empregos e de possibilidades de consumo (compra de eletrodomésticos e aumento do crédito), mas principalmente na melhoria da qualidade da educação e deformação cultural e cidadã do povo. Mas o que é triste é que toda esta riqueza vai ser gerada com um enorme prejuízo e degradação ambiental a partir dos combustíveis fósseis que são extremamente poluidores e tem gerado catástrofes no fundo do mar.Além disto, agravarão o aumento no efeito estufa.Tudo isto, justamente no momento em que o mundo se dá conta do grande perigo do aquecimento global pelo excesso das emissões de CO2eda necessidade prioritária da implementação de energias renováveis e limpas como a solar, a eólica, a geotérmica e a bioenergia.

Sob aplausos, a 16ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas para Mudança Climática (COP-16) terminou no dia 11 de dezembro em Cancun, no México, com uma série de acordos que retomam a direção do processo internacional. Pela primeira vez, a manutenção da elevação da temperatura global em 2 graus Celsius (ºC), com previsões de revisão desse objetivo entre 2013 e 2015 para 1,5ºC – como recomendam cientistas – entrou em um documento internacional. O texto também estabelece a operação de um Fundo Verde, que até 2020, deverá liberar US$ 100 bilhões por ano, administrado pelas Organização das Nações Unidas (ONU), com a participação do Banco Mundial como tesoureiro.

A outra versão da Cop-16 é a da Via Campesina que tornou pública a “Declaração de Cancun. A Via Capensina é uma organização internacional que defende os interesses dos camponeses sem terra, dos pequenos produtores e mulheres rurais, entre outras minorias. O documento reafirma a necessidade de justiça ambiental e respeito pela Mãe Terra e demonstra quais medidas podem esfriar o planeta e reverter a insegurança alimentar, que está estreitamente ligados às mudanças climáticas. Tambémdenuncia os atuais modelos de consumo, produção e comércio, causadores da destruição ambiental. Apesar do intenso debate em torno de temas que envolvem o clima mundial, a Via Campesina denuncia que os governos estão indiferentes ao aquecimento do planeta e, por isso, as discussões são voltadas não para estratégias de resfriamento, mas para negócios financeiros especulativos, para a nova economia verde e a privatização de bens comuns. A energia nuclear, a agricultura industrial, os produtos transgênicos, os tratados de livre comércio, além a atuação do Banco Mundial, do Fundo Monetário Internacional e da Organização Mundial de Comércio,facilitam a ingerência de grandes transnacionais.

Já a reunião da ONU sobre biodiversidade, de outubro, em Nagóia, no Japão, concluiu que as agressões contra a biodiversidade causam prejuízos de U$$ 2 trilhões a economia mundial. Serão necessárias elevadas somas para conter o abuso no uso dos recursos naturais pela exploração comercial. A área de proteção à biodiversidade ocupa apenas 17% do planeta. O estabelecimento de metas de preservação até 2020 foi, mais uma vez, adiado.

O reaproveitamento de latas de alumínio no país atingiu 98% do total produzido e descartado. Foram 192 mil toneladas de alumínio reciclado. Equivale a economia de energia anual de uma cidade como Guarulhos (SP).

Até 18/11, o Brasil possuía 236 mil casos de dengue com o registro de 600 mortos.

O Brasil tem o 73 lugar no índice de desenvolvimento humano de acordo com documento da ONU. Foram 169 países estudados. Na ponta estão a Noruega, Austrália, EUA e Irlanda. A baixa escolaridade é que puxa o Brasil para baixo na colocação geral.

O governo federal determinou que as empresas vencedoras de licitações para as obras de hidrelétricas garantam a sobrevivência das famílias atingidas por barragens. Ao mesmo tempo o governo de Rondônia lançou um plano de sustentabilidade para a região atingida pelas obras da represa de Belo Monte, buscando promover a inclusão social dos atingidos. Os indígenas e a população da floresta conseguiram o apoio de organizações humanitárias internacionais, que no dia 15 de outubro, manifestaram-se contrárias a construção da hidrelétrica.

Europeus recolheram 1 milhão de assinaturas contra transgênicos.As organizações não governamentais Greenpeace e Avaaz entregaram à Comissão Européia a primeira “iniciativa cidadã” da União Européia: uma petição para que se aplique uma moratória à aprovação de produtos transgênicos.

Encontro nacional de engenharia de sedimentos, dia 25/10, em Brasília, analisou soluções para evitar o asssoreamento dos rios. O assoreamento é uma das causas da morte dos peixes e, ao final, da extinção dos próprios rios.

Decreto federal de 16/10 criou o Fundo Nacional de Mudanças climáticas com recursos de 224 milhões destinados a elaboração e aplicação de projetos.

Entre os dias 6 e 10 de dezembro centenas de pesquisadores, estudiosos e técnicos estiveram reunidos em Belém, no Pará, para o 1º Simpósio Brasileiro de Saúde Ambiental (SIBSA). O evento teve o objetivo de promover a troca de experiências e a discussão sobre os desafios teóricos e práticos na área de saúde ambiental e os danos que são causados pelo uso abusivo de agrotóxicos. O Simpósio foi encerrado com a aprovação de moções contra o uso de agrotóxicos. Na Carta da Saúde Ambiental, os participantes ressaltaram que desde 2008 o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo e que a liberação comercial destes produtos implicam na contaminação dos ecossistemas e matrizes hídricas, causando problemas não só para as áreas rurais, mas atingindo também a área urbana. “Estudos evidenciam que o nível e a extensão do uso dos agrotóxicos no Brasil está comprometendo a qualidade dos alimentos e da água para o consumo humano”, alertam. Eles relatam ainda que as práticas de pulverização aérea destes produtos contaminam grandes extensões, contaminando e impactando toda a biodiversidade do entorno, inclusive as águas da chuva.

O Código Florestal brasileiro nunca foi cumprido e tem servido mais como ponto de disputa entre ruralistas e ambientalistas do que como instrumento de redução do desmatamento. A opinião é manifestada pelo embaixador dos EUA no Brasil, Thomas Shannon, em um telegrama de fevereiro de 2010 vazado pelo site WikiLeaks.

Automóveis movidos a baterias começarão a ser competitivos com os que queimam combustíveis fósseis em cerca de cinco anos, disse o secretário norte-americano de energia na Conferência do Clima. “Não será daqui a dez anos”, comentou o secretário Steven Chu em uma conferência de imprensa sobre os esforços dos Estados Unidos quanto às energias limpas. “Será em cerca de cinco anos e pode ser antes. Por enquanto, as baterias atuais logo melhorarão o dobro”, comentou Chu, físico ganhador do prêmio Nobel.

Aterro Sanitário está sendo construído em Seropédica para receber o lixo colhido no Rio de Janeiro. Vai substituir o aterro de Gramacho que será desativado. As obras do Aterro vão custar R$ 69 milhões ao município. Ambientalistas criticaram a escolha do local em funções das possíveis inundações causadas pelas fortes chuvas da região.

A Petrobrás prevê a elevação de 3% no consumo de derivados de petróleo nos próximos anos. Vai investir 34 bilhões para aumentar o refino de combustível.

A recém criada Secretaria Especial de Saúde Indígena passará a dar assistência a população indígena brasileira de cerca de 600 mil pessoas em substituição a antiga FUNASA.

7 mil litros de óleo escorreram para o rio Paraíba do Sul em vazamento que aconteceu após a colisão de duas carretas perto de Resende (RJ). Inea fez barreiras para conter os poluentes. O óleo grudou nas margens do Paraíba do Sul em uma grande extensão.

Por: ForumSec21