04/11/2010 Noticia AnteriorPróxima Noticia

Especialistas em mudanças climáticas têm baixa expectativa sobre resultado da COP-16

Representantes de vários países reúnem-se novamente no fim deste mês para mais uma rodada de negociações sobre ações para conter o aquecimento global. A partir do próximo dia 29, eles estarão em Cancún, no México, participando da 16ª Conferência sobre Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas (COP-16).

Na reunião, metas de redução das emissões de gases causadores do efeito estufa estarão em pauta, mas, para os especialistas que participaram nesta quarta-feira (3) de um evento sobre mudanças climáticas promovido pela Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa), as expectativas acerca de uma solução definitiva para o tema são baixas.

“Os países são realistas sobre o entendimento sobre as metas de redução de emissões. Então, não esperamos um acordo para o futuro em Cancún”, afirmou a especialista-chefe em mudanças climáticas do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Maria Netto. Ela espera, entretanto, que pelo menos uma decisão sobre o financiamento das políticas para redução das emissões saia da conferência de Cancún.

O especialista em energia do Banco Mundial (Bird), Christophe de Gouvello, ratificou as declarações da representante do BID, mas é otimista quanto a uma definição, na conferência, sobre quanto o reflorestamento colabora com a redução do aquecimento global. “Sobre a remoção de carbono da atmosfera por meio de plantações florestais, se espera alguns avanços técnicos significativos”, disse.

Para a diretora de Sustentabilidade da BM&FBovespa, Sonia Favaretto, esse pessimismo em relação à COP-16 pode ser positiva. Segundo ela, na última edição da conferência, em Copenhague, a pressão por uma definição era muito grande e isso atrapalhou. “A expectativa um pouco mais baixa é bom”, afirmou ela. “Em Copenhague, as expectativas eram fora da realidade. Cancún chega de um forma mais racional e ponderada, e isso pode ser bom”, completou.

Por: Agência Brasil