20/09/2010 Noticia AnteriorPróxima Noticia

Programa apoia revitalização de áreas degradadas no Rio

A expansão desordenada da população sobre morros e terrenos da periferia pode ser evitada com a recuperação de áreas degradadas em bairros centrais. O conceito faz parte de um projeto desenvolvido pela prefeitura da cidade alemã de Stuttgart, em parceria com grandes metrópoles latino-americanas como Rio de Janeiro e São Paulo.

O programa Urbal Integration, da Comunidade Europeia, destina 120 mil euros para realização de projetos piloto que impulsionem o desenvolvimento sustentável nas cidades. A meta é recuperar grandes terrenos ou bairros, onde funcionaram indústrias no passado, para transformar em locais de moradia e parques públicos.

Em São Paulo, a área escolhida foi a região da Mooca, onde há empresas desativadas e terrenos afetados por contaminação, que serão limpos e posteriormente entregues à população.

No Rio de Janeiro, o projeto será aplicado em uma área de seis hectares, no bairro do Engenho Novo, onde funcionavam escritórios e oficinas de uma empresa de telecomunicações. Segundo o gerente de Projetos Especiais da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Maurício Lobo, o resgate da área, hoje rodeada de favelas, vai melhorar o entorno, desvalorizado e afetado pela criminalidade.

“É preciso pensar o desenvolvimento urbano da cidade em um conceito mais sustentável. Existem áreas centrais que já estão equipadas com infraestrutura e ficaram abandonadas. Como eram antigas áreas industriais, muitas sofreram ocupações desordenadas”, disse Lobo.

Outros terrenos poderão ser revitalizados, por meio de intervenção pública, transformando regiões degradadas em bairros populares, evitando que a população vá morar cada vez mais longe. Entre esses, estão áreas ao longo da Avenida Brasil, o principal acesso ao Rio. Também o entorno do cais do porto, uma grande área formada por imóveis antigos, deverá ser resgatada.

“Temos que desenvolver o conceito de cidades compactas, condensando a população e não deixando expandir-se. A prefeitura já está trabalhando com esse objetivo, por intermédio do projeto Porto Maravilha, em parceria com a iniciativa privada”, afirmou Lobo.

O gerente do projeto ressaltou que o aproveitamento dos espaços ociosos, transformados em zonas residenciais organizadas, diminui a pressão sobre o meio ambiente. Ao morar mais próxima ao centro, a população deixa de desmatar áreas nas periferias e diminui o uso de transporte coletivo, principalmente ônibus. “O Rio é uma cidade global que vai sediar eventos esportivos mundiais, como a Copa e as Olimpíadas. É preciso trabalhar com uma economia de baixo carbono.”

Além de Rio e São Paulo, o programa Urbal Integration também apoia as cidades de Bogotá (Colômbia), Quito (Equador), Chihuahua e Guadalajara (México).

Por: Agência Brasil