22/06/2010 Noticia AnteriorPróxima Noticia

Paul Singer: Economia Solidária já tem marco legal

Em torno da discussão sobre um reconhecimento legal por parte do Estado Brasileiro sobre as formas organizativas da Economia Solidária, assunto bastante discutido durante os três dias da II Conferência Nacional da Economia Solidária, o professor e secretário nacional da pasta do governo, Paul Singer, afirma que a ES já tem um marco legal. "Ele foi dado com a criação da Secretaria Nacional de Economia Solidária", afirma.

Para ele um dos principais problemas que cercam a ES está no fato de ela não ser conhecida mais amplamente e ser discutida apenar por uma minoria. Numa entrevista breve à ADITAL, Singer fala sobre esses e outros assuntos.

Adital - O senhor falou que mais importante do que termos direitos é primeiro sermos conhecidos. O senhor acredita que é cedo, ainda, para se falar em marco legal da economia solidária?

Paul Singer - Eu acho que a Economia Solidária tem marco legal. Ele foi dado quando o presidente Lula sancionou a lei que criou a Secretaria Nacional de Economia Solidária. O Estado Brasileiro faz política de promoção da Economia Solidária através da Secretaria, que é junto ao Conselho Nacional de Economia Solidária, no qual estão 13 ministérios e cinco bancos públicos. Então não é verdade que não se tenha marco legal, mas o factual político não tem.

Os jornalistas, por exemplo, que são mais bem informados do que a média da população, quando chegam para fazer alguma entrevista, porque foram mandados a fazer, senão não fariam, perguntam o que é a Economia Solidária. Existe um movimento de Economia Solidária, mas como eu disse, ele está clandestino. Desconhecido pela maioria da população.

Adital - O fato de esta II Conferência ter acontecido num ano eleitoral pode aproximar mais o tema dos candidatos?

Paul Singer - É bom esclarecer que a Conferência acontece num ano eleitoral, mas não é porque é um ano eleitoral que está acontecendo a Conferência. Agora, eu acho fundamental colocar a Economia Solidária como um assunto da campanha eleitoral exatamente para que a maior parte da população tome conhecimento de que isso é uma realidade, de que essa alternativa existe, quais são as suas vantagens, quais são as suas desvantagens.

Adital - Até que ponto a Economia Solidária seria uma resposta a capitalismo?

Paul Singer - 100%. A Economia Solidária foi concebida para ser exatamente o contrário do capitalismo e não ter nenhum dos defeitos que o capitalismo apresenta.

Por: Adital