22/03/2010 Noticia AnteriorPróxima Noticia

Diretora da ONU apresenta no Rio relatório mundial sobre cidades

A diretora executiva do Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), Ana Tibaijuka, apresenta hoje (19), às 12h, no Rio, o relatório O Estado das Cidades do Mundo 2010/2011: Unindo o Urbano Dividido, publicado a cada dois anos pela organização. Após a apresentação, ela responderá a perguntas de jornalistas.

O relatório destaca que 227 milhões de pessoas no mundo deixaram de viver em assentamentos precários entre 2000 e 2010 e passaram a fazer parte da cidade formal. Isso significa que, coletivamente, os governos do mundo alcançaram a meta 11 do objetivo 7 das Metas do Milênio - melhorar a vida de pelo menos 100 milhões de habitantes em assentamentos precários para o ano 2020 - em 2,2 vezes.

A apresentação será na sala de coletivas, no Armazém 5 do Cais do Porto.

Brasil

A pesquisa mostra que o Brasil reduziu em 16% o número de pessoas que moram em favelas, entre 2001 e 2010. Mas o desempenho é inferior à média de progresso da América Latina como um todo, que teve uma redução de 19,5% no número de habitantes de favelas.

Argentina e Colômbia foram considerados os países mais bem sucedidos na região, já que reduziram em 40% sua população residente em favelas. A República Dominicana é também citada como bom exemplo, já que conseguiu reduzir em 30% o número de pessoas que vivem neste tipo de moradias, consideradas precárias.

Em todo o mundo, 227 milhões de pessoas deixaram de morar em favelas entre 2000 e 2010. Na verdade, segundo a ONU, isso não significa necessariamente que as pessoas foram morar em outro lugar, já que, em alguns casos, as pessoas simplesmente tiveram melhorias em suas áreas, as quais passaram a não ser mais consideradas favelas.

Apesar disso, o ritmo de crescimento da população das favelas foi maior do que o número de pessoas deixando de morar nessa condição. Portanto, a população total de habitantes de favelas cresceu, passando de 776,7 milhões 827,6 milhões.

O estudo divulgado pelas Nações Unidas também chamou a atenção para o fenômeno dos corredores urbanos, ou seja, pequenas faixas de terra entre duas ou mais cidades, que concentram grande número de habitantes. Cerca de 40 corredores urbanos concentram 18% da população mundial e 66% da atividade econômica global.

Um dos corredores urbanos citados pela pesquisa é a região entre as cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo, que teria 43 milhões de habitantes, ou seja, cerca de um terço da população brasileira.

Segundo a ONU, esses corredores têm vantagem de estimular negócios, melhorar a interconectividade e levar ao crescimento econômico regional. Mas também apresentam a desvantagem de impedir um maior desenvolvimento da difusão espacial.

Por: Agência Brasil