07/01/2010 Noticia AnteriorPróxima Noticia

Pesquisa revela como o jovem brasileiro encara a adoção de atitudes sustentáveis

A pesquisa "Estilos Sustentáveis de Vida - Resultados de uma pesquisa com jovens brasileiros", divulgada no final do último mês de novembro, identificou o que a juventude pensa e o que faria para ajudar no desenvolvimento sustentável da sua cidade e do planeta. O objetivo foi o de articular iniciativas locais e regionais de promoção da produção e do consumo sustentáveis.

No Brasil, a pesquisa foi realizada pelo Instituto Akatu, em parceria com o Ipsos Public Affairs, entre os dias 6 e 14 de abril de 2009 e entrevistou cerca de mil jovens com idade entre 18 e 35 anos em nove principais regiões metropolitanas do país e no Distrito Federal. O estudo faz parte do mapeamento mundial Global Survey on Sustainable Lifestyle, coordenado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio ambiente.

De acordo com o resultado da pesquisa, a juventude brasileira está muito disposta a receber informações sobre sustentabilidade e propensa a adotar hábitos mais sustentáveis.

No campo político, social, econômico, cultural e ambiental 32% dos jovens priorizaram o combate ao crime, 27% dizem que é importante ‘reduzir e erradicar a pobreza e a diferença social’, enquanto 18% desejam melhorar condições econômicas e apenas 11% desejam ‘combater a degradação ambiental e a poluição’.

Entre os desafios sociais e ambientais, 72% dos jovens entrevistados revelaram que é necessário reduzir a poluição da água, ar e solo. A mesma porcentagem também deseja melhorar a saúde da população. Já para 70% deles é importante reduzir o desemprego e, empatados com 61% ficam as opções ‘diminuir a diferença entre ricos e pobres’, ‘reduzir o trabalho infantil’ e ‘assuntos relacionados às mudanças climáticas’.

Sobre as alterações climáticas, 78% dos jovens disseram que as pessoas mudariam de comportamento se estivessem mais informadas sobre os impactos e danos ambientais causados pelas mudanças climáticas.

Pretendendo observar o comportamento dos jovens quanto aos temas ‘casa’, ‘alimentação’ e ‘transporte’, o estudo propôs a adoção de atitudes ligadas à sustentabilidade. O resultado revelou que 78% dos entrevistados aceitaram bem a opção ‘compostagem urbana’ como solução ao desperdício de lixo orgânico. Mas, apenas 22% dos jovens disseram que poderiam aderir às ‘lavanderias coletivas’, como solução ao desperdício de energia pelo uso individual de máquinas de lavar.

Em relação aos meios de transporte, 53% dos jovens mostraram que adeririam à ‘rede de bicicletas’ e 47% manifestaram boa vontade em contribuir com a redução da poluição gerada por veículos, ao aceitarem a alternativa ‘compartilhar o carro’.

Embora demonstrem boa vontade e abertura para praticar ações sustentáveis, a maioria dos entrevistados ainda não tem incorporados essas ações em seu cotidiano. Para o Diretor da Ipsos Public Affairs, Paulo Cidade, há receptividade por parte da juventude para os temas de sustentabilidade.

Segundo ele, para que os jovens transformem a intenção de mudar para um novo comportamento na prática, é necessário que se mostre às pessoas o que elas podem fazer no seu cotidiano: "precisamos falar aos jovens como agir", disse.

Perguntados sobre as atividades feitas dentro de casa, 69% dos jovens dizem que preferem ‘assistir a televisão’, 11% fazem comida e ‘descansam e dormem’, enquanto 9% usam o computador e ouvem música. Entre as atividades que não gostam, a mais apontada é ‘trabalho doméstico’, com 26% de indicações. Em seguida aparecem as opções emprego com 6% e, ociosidade, com 4%.

Em relação ao tema ‘alimentação’, 57% dos jovens fazem suas compras em supermercados, e apenas 7% em mercados locais. Quanto ao tema ‘transporte’, 64% dos jovens andam mais de ônibus, 19% de carro, 10% andam a pé, 8% de bicicleta e 7% andam de moto. Trinta e cinco por cento dos entrevistados disseram não gostar do transporte público (35%).

Em quase todos os temas, os jovens revelam que é o governo quem deve liderar a tomada de decisões e as mudanças e, em menor escala, as empresas também são apontadas como agentes de transformação.

Por: Adital