19/12/2009 Noticia AnteriorPróxima Noticia

Primeira moeda social do Amazonas começa a circular dia 19/12 em Manaus

Nesta semana foi inaugurado o primeiro Banco Comunitário do estado do Amazonas. O Projeto Ecobanco Aruak de Desenvolvimento Comunitário está localizado na Colônia Terra Nova II, em Manaus, capital do Estado. A iniciativa é do Instituto Aruak em parceria com o Fórum Manauense de Economia Solidária.

Baseado na experiência do Banco Palmas, sediado em Fortaleza, no Ceará, o Ecobanco Aruak tem a proposta de estimular o desenvolvimento econômico local, através da moeda social. A instituição financeira social lançou cédulas de Aruak com valores equivalentes à R$ 0,50, R$ 2,00, R$5,00 e 10,00.

Para estimular o uso da moeda na comunidade, o Ecobanco credenciou estabelecimentos comerciais do bairro que se interessaram em contribuir com a ideia. "Já são mais de 20 estabelecimentos credenciados para receber a moeda a partir de amanhã", informa Edson Santos, membro do Ecobanco.

Ele diz que ainda são muitos os questionamentos, já que é a primeira experiência no Estado com um banco comunitário. Entretanto, ressalta que a comunidade aceitou bem a proposta, uma vez que acreditam no auxílio que a moeda vai dar ao desenvolvimento comunitário.

A ideia é que, com essa prática, se crie o hábito de consumir os produtos e serviços produzidos na própria comunidade, fortalecendo seu desenvolvimento através da geração de trabalho e renda, e também do fortalecimento dos empreendimentos econômicos solidários.

Segundo Ronald Seixas, Articulador Estadual do Programa Nacional de Comercialização Solidária, do Instituto Marista de Solidariedade (IMS), com o Ecobanco Aruak foi lançada uma campanha de mobilização para dar crédito aos clientes, habilitar mais estabelecimentos comerciais, além de oferecer o microcrédito produtivo para os empreendimentos solidários.

"Antes do Ecobanco, os empréstimos eram feitos pelo Instituto Aruak", diz Ronald. "Agora, estamos captando recursos para disponibilizar o microcrédito também no banco", completa.

O objetivo, diz Ronald, é fazer com que a nova moeda social circule na comunidade para aumentar a renda no local, e não levar para outros centros e grandes redes. "Nossa ideia é estimular o consumo consciente e solidário, aquele que vai estimular o desenvolvimento dessa comunidade".

O projeto iniciou com a parceria do Movimento Comunitário Vida e Esperança (MCVE) e Cáritas, e hoje já conta com a parceria da Superintendência Regional do Ministério do Trabalho e Emprego (SRTE/AM), do Sebrae/AM e da Rede Tapiri do Comércio Justo.

Tatiana Felix

Por: Adital