18/12/2009 Noticia AnteriorPróxima Noticia

Conferência de Copenhague caminha para a catástrofe, alerta Sarkozy

A Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas , em Copenhague, está caminhando para a "catástrofe", disse nesta quinta-feira (17) o presidente francês, Nicolas Sarkozy, pedindo uma mudança de direção. "Temos que mudar de rumo, ou iremos direto à catástrofe", disse o presidente francês na tribuna da cúpula sobre o clima.

"Temos menos de 24 horas, se continuarmos assim, vamos fracassar", insistiu Sarkozy.

"A conferência de Copenhague não pode consistir em uma sucessão de discursos que não se confrontam nunca. Não estamos aqui para um colóquio sobre o aquecimento climático, estamos aqui para tomar decisões", declarou.

Sarkozy pediu a organização de uma reunião na noite desta quinta-feira após o jantar de gala oferecido aos líderes mundiais pela rainha da Dinamarca, para "discutir seriamente" e encontrar um texto de compromisso até sexta-feira.

"O fracasso em Copenhague seria catastrófico, para cada um de nós", avisou o presidente francês. "Todos, teremos contas a prestar à opinião pública mundial e à nossa opinião pública", continuou.

Ele pediu que cada um assuma seu compromisso, principalmente os países industrializados, entre eles os da Europa, que devem reconhecer que, em termos de poluição do planeta, sua responsabilidade é maior e mais grave que a dos demais, e que portanto seus comprometimentos devem ser mais fortes.

"Os Estados Unidos, primeira potência do mundo, devem ir além dos compromissos que anunciaram", declarou.

Sarkozy também defendeu um verdadeiro apoio aos países mais pobres e mais vulneráveis à mudança climática, considerando necessária a concessão de uma ajuda imediata de US$ 10 bilhões para os três próximos anos, e de US$ 100 bilhões no longo prazo.

Desânimo alemão - A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, afirmou nesta quinta-feira (17) em Berlim, que as notícias procedentes de Copenhague "não são boas".

Apesar dessa avaliação, a chanceler alemã manifestou o desejo de que os mais de 100 chefes de estado e de governo possam salvar as negociações sobre o clima. "No momento, as negociações não parecem promissoras, mas, com certeza, espero que a presença de mais de 100 chefes de estado e de governo dê o impulso necessário", afirmou. "Muitas pessoas no mundo estão na expectativa para ver se conseguimos chegar a uma solução."

Por: G1