24/10/2009 Noticia AnteriorPróxima Noticia

Fiscalização aumenta e multas por crimes ambientais somam R$ 1,4 bi.

O governo federal continua mantendo o cerco fechado contra os crimes ambientais.Na última terça-feira (20) foi anunciado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) um balanço que mostra que as ações de repressão estão surtindo resultados.Os dados são da Comissão Interministerial de Combate aos Crimes e Infrações Ambientais (Ciccia), de janeiro a outubro deste ano.

Entre os números apresentados pela Ciccia estão multas no valor de R$ 1,4 bilhão em autos de infração lavrados pelo Ibama.Entre eles, R$ 1,3 bilhão na Amazônia Legal.Nos nove estados que fazem parte da região, também foram apreendidos 81,2 mil metros cúbicos de madeira em toras, 71,1 mil metros cúbicos de madeira serrada.

A Ciccia foi criada em 2008 e agrupa os ministérios do Meio Ambiente, Justiça e da Defesa, com instituições como o Ibama, Instituto Chico Mendes, Sipam, Abin, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Força Nacional, que se reúnem semanalmente.

Desmatamento

A questão do desmatamento da Amazônia continua sendo o principal objetivo do trabalho do Ciccia.O plano brasileiro que será apresentado na Conferência da ONU, em dezembro, em Copenhague (Dinamarca), indica redução de 80% do desmatamento até 2020.

Rondônia, Mato Grosso e Pará são estados decisivos na questão do desflorestamento.E, embora em 2009 o índice seja o menor dos últimos 21 anos, o ministro do MMA, Carlos Minc, comentou que em Rondônia há devastações onde o poder público não consegue alcançar.“Se a devastação diminuiu na Amazônia, dobrou no Cerrado, onde os índices são assustadores”, afirmou o ministro.

O secretário nacional de Segurança, Ricardo Balestreri, citou que devem ser aplicados R$ 100 milhões na aquisição de novas aeronaves para a Força Nacional e que também será criado o primeiro centro de formação aeroflorestal, em 35 hectares que pertenciam à Fazenda Itamaraty, em Mato Grosso.A Força Nacional tem 60% de suas ações voltadas para questões ambientais.

Por: Amazônia.org.br