15/10/2009 Noticia AnteriorPróxima Noticia

Governadora do Pará diz que não vai abrir mão de Belo Monte

A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT), voltou a defender a construção da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (PA), na terça-feira (13), durante o evento Diálogos Capitais, organizado por revista Carta Capital e Agência Envolverde para discussões sobre economia sustentável.

"O impacto da usina será diferente do previsto no projeto original.A usina vai substituir as termelétricas.Graças a outra usina, a de Tucuruí, o arquipélago de Marajó agora terá energia firme", argumentou, ao ser questionada sobre os impactos sociais e ambientais da usina.

Para a governadora, o projeto se justifica porque uma das condições para que obra seja autorizada pelo Estado será a garantia de que parte da energia gerada abasteça a população do Pará."Não aceitamos mais só gerar energia para enviar a outras regiões.Exigimos que haja um plano de integração regional e parte da energia fique no Pará".

Ela disse que outra exigência é de que parte do ICMS- Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Seviços- sobre a energia de Belo Monte seja cobrada no local da produção, e não no lugar do consumo, para gerar receita ao Estado.

Voltando ao assunto dos impactos ambientais e sociais da usina, Ana Júlia ainda disse que é a favor da reavaliação dos custos financeiros da obra."Já que vai ter esses impactos, somos a favor de incluir no custo da usina os gastos que haverá com a transmissão da energia do local de produção até as regiões consumidoras.Os custos têm que compensar".

Financiamento das usinas - A superintendente de Desenvolvimento Sustentável do Grupo Santander, Linda Murasawa, que participou do debate com a governadora, disse que o banco, no Brasil, está em fase de implementação dos Princípios do Equador - critérios de sustentabilidade para a liberação de investimentos.Por outro lado, ela sinalizou interesse do grupo financeiro na concessão de recursos à construção de hidrelétricas na Amazônia, apesar dos impactos que esses empreendimentos geram à floresta.

"O Santander Brasil está em fase de implementação desses princípios, que são voltados a projetos mais estruturados, que custam acima de 10 milhões de dólares.As usinas na Amazônia estão sendo levadas em consideração", disse.

Por: Amazônia.org