09/09/2009 Noticia AnteriorPróxima Noticia

Dia Internacional da Alfabetização: 776 milhões de adultos analfabetos

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) celebra, hoje (08), o Dia Internacional da Alfabetização. O Dia, criado em 1967, tem o objetivo de "despertar a consciência da comunidade internacional e chegar a um compromisso em matéria de educação e desenvolvimento".

Para este ano, a ideia é destacar o papel e a importância da alfabetização para a participação, a cidadania e o desenvolvimento. É importante ressaltar que, atualmente, estar alfabetizado significa não só soletrar palavras ou rabiscar o nome. Uma pessoa alfabetizada deve saber ler, escrever, compreender e transmitir suas ideias por escrito.

Segundo a Unicef, no mundo, 776 milhões de adultos são analfabetos e 75 milhões de crianças estão descolarizadas. O analfabetismo está relacionado à pobreza e às desigualdades sociais. De acordo com informações do Sistema de Informação de Tendências Educativas na América Latina (Siteal), "os mais vulneráveis são os que vivem os maiores níveis de exclusão, a quem se nega o ingresso e a permanência nos processos educativos", ademais das pessoas que vivem em regiões rurais.

A situação não é diferente na América Latina. Segundo dados da Campanha Latino-americana pelo Direito à Educação (Clade), cerca de 35 milhões de pessoas maiores de 15 anos se consideram analfabetas na região. Ou seja, de cada 100 latino-americanos jovens e adultos, dez não sabem ler nem escrever, o que representa 10,3% da população de 15 anos ou mais.

É importante destacar que as cifras também não são iguais para todos os países da região. No Haiti, por exemplo, metade das pessoas é analfabeta. Situação parecida vive a população de Honduras, El Salvador e Nicarágua, onde cerca de 20% não sabe ler. Por outro lado, Chile, Uruguai, Argentina e Cube têm o índice mais reduzido da região, com 4% da população analfabeta.

Equador sem analfabetismo

Equador, por sua vez, recebe hoje a declaração da Unesco de "território livre de analfabetismo". Desde 2007, o país combate o analfabetismo. De acordo com informações da Telesul, dois anos depois, Equador consegue a alfabetização de umas 420 mil pessoas.

Hoje, o país sul-americano apresenta 2,7% da população sem saber ler e escrever, quase sete pontos percentuais a menos que em 2007. Segundo a Unesco, para solicitar a declaratória de nação livre de analfabetos, a população analfabeta no país não pode superar 3,9% do total de cidadãos.

Por: Adital