09/07/2009 Noticia AnteriorPróxima Noticia

SBPC: Amazônia estará no centro das discussões

A 61ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) retorna à região amazônica com início no próximo domingo, no campus da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), em Manaus (AM), com o tema Amazônia: Ciência e Cultura. A programação se encerra no dia 17 de julho.

Os organizadores da maior reunião científica da América Latina esperam receber milhares de pesquisadores, docentes e estudantes do ensino superior, médio e fundamental, além de autoridades e gestores públicos.

"As expectativas para o encontro, que começou a ser preparado há dois anos, desde o término da edição em Belém, são as melhores possíveis, sobretudo no que diz respeito ao comparecimento do público. Já estamos com quase 4 mil inscritos para as atividades fechadas, como minicursos e apresentações de trabalhos, e, no total, esperamos receber de 12 mil a 15 mil participantes", disse Marco Antonio Raupp, presidente da SBPC.

A programação científica abordará, em linhas gerais, gargalos e desafios da Amazônia nas diferentes áreas da ciência, tecnologia e inovação, especialmente em setores considerados cruciais para o desenvolvimento sustentável da região.

"A reunião será uma boa oportunidade para estreita cooperações com países vizinhos que detêm parte da floresta amazônica e que podem desenvolver projetos conjuntos visando à conservação e à sustentabilidade ambiental de toda a região", afirmou Raupp, que também é professor livre-docente da Universidade de São Paulo (USP), pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e diretor-geral do Núcleo do Parque Tecnológico de São José dos Campos em São Paulo.

Durante a reunião serão discutidos temas de impacto nacional e mundial, como o valor da floresta em pé, geopolítica e recursos naturais, regularização fundiária, mudanças climáticas, gás e petróleo, exploração de minérios, direitos e educação indígena, ensino a distância, saúde da mulher, telemedicina, indústria e trabalho, biotecnologia e genômica na Amazônia, astronomia indígena, nanotecnologias sociais e novas tecnologias para o sequestro de carbono.

Por: Correio do Brasil