15/06/2009 Noticia AnteriorPróxima Noticia

Cartilha explica crise financeira para militância dos movimentos sociais

Movimentos sociais cearenses, que fazem parte da Assembleia Popular, lançaram no dia 10, em Fortaleza (CE), a cartilha "Para Debater a Crise", que expõe de modo didático como a quebra do sistema financeiro mundial atingiu os trabalhadores de todo o mundo, em especial, do Brasil. O evento ocorreu na sede do Sindicato dos Comerciários, no Centro da cidade.

A Assembleia Popular (AP) se reúne em várias cidades para debater e encaminhar temas comuns da população. Em Fortaleza, o lançamento contará com a presença de João Paulo Rodrigues, da Secretaria Operativa Nacional da AP e da Direção Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

"A cartilha mostra os desafios que os movimentos sociais têm nessa nova conjuntura mundial, que é impedir que essa crise caia nas costas do povo. As conseqüências dela são fortes em todo o mundo, mas muito mais profundas na América Latina", opina Leidiano Farias, integrante do movimento estudantil da Universidade Estadual do Ceará (Uece) e da AP.

A cartilha apresenta uma proposta contendo 15 pontos para o enfrentamento da crise. As medidas foram eleitas durante debate realizado em janeiro deste ano, em Belém (PA), durante o Fórum Social Mundial (FSM).

Dentre eles, estão a nacionalização dos bancos; a implementação de uma nova moeda internacional, alternativa ao dólar; redução de jornada de trabalho sem redução de salários; soberania alimentar e energética para toda a população mundial; fim de todas as atividades bélicas; e soberania e autonomia dos povos.

Os idealizadores da cartilha propõem a seu público-alvo - a militância dos movimentos sociais brasileiros - que ampliem o entendimento e a discussão sobre a crise financeira mundial nas bases através de materiais mais simples e didáticos.

"Daí a importância de preparar artigos em nossos jornais, suplementos, boletins, panfletos, pichações, cartazes, programas de rádio etc. Todas as formas de comunicação de massa agora são mais do que importantes, são necessárias", sugere a cartilha.

A primeira versão da cartilha circula em todo o Brasil desde março deste ano. A publicação foi produzida por vários movimentos sociais nacionais, como a Assembleia Popular, Coordenação dos Movimentos Sociais (CMP), Via Campesina e movimentos articulados na campanha da ALBA (Alternativa Bolivariana para os Povos da Nossa América).

Assembléia Popular é um fórum brasileiro, com funcionamento descentralizado, que pretende construir um processo político de democracia direta e transferir poder político diretamente para a população.

Para conhecer a cartilha

Clique aqui

Por: Adital