15/04/2009 Noticia AnteriorPróxima Noticia

Pacto que pretende restaurar Mata Atlântica é apresentado a parlamentares

Brasília - Ambientalistas apresentaram no dia 15 de abril o Pacto para Restauração da Mata Atlântica a deputados da Frente Parlamentar Ambientalista, na Câmara. O projeto, assinado no dia 7, pretende integrar esforços para restaurar mais de 17 milhões de hectares de terras de Mata Atlântica que estão degradadas, mas que têm alto potencial de recuperação.

“Qualquer pessoa pode fazer parte desse pacto. A restauração não é só plantar árvores, mas qualquer atitude em prol da Mata Atlântica. O primeiro passo é fazer um grande cadastro com todas as atitudes em favor da restauração que existem”, conta o coordenador-geral do conselho de coordenação do projeto, Miguel Calmon.

A finalidade do pacto é articular instituições públicas e privadas, além de proprietários de terras, para a conservação da biodiversidade. A meta é a restauração de 15 milhões de hectares até 2050.

“A Frente Parlamentar Ambientalista vai aderir e assinar o pacto. É uma honra para nós poder contribuir para isso. Acredito que esse tipo de atitude é um exemplo contra o retrocesso da legislação ambiental”, diz o coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, deputado Sarney Filho (PV-MA)

O pacto já foi assinado por 72 entidades como as organizações não-governamentais SOS Mata Atlântica,Associação Mico Leão Dourado e WWF-Brasil e pelo governos estaduais de Minas Gerais, São Paulo, do Rio de Janeiro e do Espírito Santo.

Ambientalistas, empresas e governo selam pacto para recuperar Mata Atlântica

São Paulo - Dezenas de organizações ambientalistas, universidades, empresas e governos assinaram no dia 7 de abril o Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, esforço que tem o objetivo de incentivar o uso econômico de áreas degradadas da floresta para tentar recuperar 15 milhões de hectares de sua vegetação até 2050.

Hoje, restam apenas 7,26% da mata no país. Com a restauração pretendida, essa parcela saltaria para aproximadamente 30%.

“Nosso pensamento é todo baseado no econômico. Só assim nós vamos engajar milhares de produtores. Nós estamos trabalhando na lógica de serviços ambientais, água e carbono. Hoje está claro que existe um grande potencial de alavancar recursos de empresas que têm interesse de negócio na água, por exemplo”, defendeu o coordenador-geral do Conselho de Coordenação do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, Miguel Calmon.

Uma das intenções dos signatários do pacto é incentivar os proprietários de áreas degradadas da Mata Atlântica, e sem potencial econômico, a executar projetos de recuperação da vegetação que poderiam trazer retorno econômico.

“Foi a economia que destruiu e será a economia que fará restaurar. Os grandes protagonistas desse pacto são os proprietários rurais. 90% das propriedades da Mata Atlântica pertencem aos proprietários rurais. A gente precisa convencê-los a fazer a restauração. Atingir milhares e milhares de proprietários de forma efetiva para engajá-los na restauração é o desafio que nós temos do pacto”, ressaltou Calmon.

Durante dois anos, especialistas de algumas das principais organizações que atuam no bioma da Mata Atlântica fizeram um mapeamento que identificou a localização dos mais de 15 milhões de hectares de áreas degradadas potenciais para recuperação. A meta, no entanto, esbarra em fatores econômico-financeiros. Em valores atuais, a restauração de toda essa área custaria US$ 15 bilhões.

“Nós temos que criar a economia florestal da Mata Atlântica. Vamos ter de alavancar, mobilizar e captar recursos. Você tendo uma iniciativa que mostre resultado, com certeza você atrai o dinheiro. E não é dinheiro de doações, é investimento”, disse Calmon.

O pacto foi assinado por organizações não-governamentais como SOS Mata Atlântica, Care Brasil, Associação Mico Leão Dourado, TNH (The Nature Conservacy), WWF-Brasil; pelo governo federal, tendo como representante o Ministério do Meio Ambiente; pelos governos estaduais do Rio de Janeiro, de São Paulo e do Espírito Santo; pela academia, com a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); e por empresas como a mineradora Vale.

Por: Agência Brasil