12/03/2009 Noticia AnteriorPróxima Noticia

Cientistas pedem apoio financeiro e político para energias renováveis

Segundo o Greenpeace, a energia renovávelcombinada com eficiência energética pode suprir um terço da demanda global por eletricidade até 2020.

Cientistas reunidos esta semana no Congresso Internacional sobre Clima, realizado em Copenhague, na Dinamarca, foram claros e enfáticos: é preciso que haja um maior apoio político e financeiro para as energias renováveis no mundo. Com elas, podemos enfrentar e vencer tanto a crise climática como a financeira. Esse apoio é fundamental para que consigamos fazer com que as emissões de gases do efeito estufa atinjam seu pico em 2015. Caso contrário, teremos que enfrentar as drásticas consequências das mudanças climáticas.

"Ainda é econômica e tecnicamente possível reduzir as emissões de gases do efeito estufa nos próximos seis anos", afirmou Stephanie Tunmore, do Greenpeace Internacional. "De fato, o Greenpeace tem mostrado que a energia renovável combinada com a eficiência energética pode suprir um terço da demanda global por eletricidade até 2020. No entanto, ainda falta vontade política. Quantos alertas e desastres ainda são necessários até que os governos comecem a necessária revolução energética para impedir uma catástrofe climática?"

O relatório [R]evolução Energética do Greenpeace revela como fazer para reduzir as emissões de CO2 dos setores de energia e transporte a partir de 2015 e cortar até 50% delas em 2050.

O investimento em energias renováveis e em programas de eficiência energética poderão criar uma indústria com faturamento anual de US$ 360 bilhões, providenciando metade da eletricidade do mundo. Isso poderia cortar mais de US$ 18 trilhões em custos de combustível anualmente, dando um estímulo e tanto em tempos de crise financeira, além de combater efetivamente o aquecimento global.

"Os beneficios não são apenas ambientais, mas econômicos - utilizando-se energias que não dependem de combustiveis e com preços tendem a cair com o tempo, e sociais - com a criação de milhares de postos de trabalhos nas cadeias de energia eólica e solar", afirma Ricardo Baitelo, especialista em energia renovável do Greenpeace Brasil.

Por: Greenpeace