06/10/2008 Noticia AnteriorPróxima Noticia

IEF/RJ finaliza estudos para ampliação do Parque Estadual do Desengano

O Instituto Estadual de Florestas (IEF/RJ) está finalizando os estudos para a ampliação do Parque Estadual do Desengano. Além de um núcleo com 800 hectares no Morro da Itaoca, em Campos, o órgão analisa também a inclusão das áreas úmidas próximas à Lagoa de Cima, no mesmo município, e a chamada Pedra Dubois, um dos símbolos de Santa Maria Madalena, onde está situada a sede do parque.

O presidente do IEF/RJ, André Ilha, informou que a ampliação da área do parque, que atualmente tem 22,4 mil hectares e é a primeira unidade de conservação do gênero no estado, criada em 1970, será acompanhada por outras medidas, como a implantação de um destacamento com Guarda-Parques, no próximo ano.

- Além disso, o Plano de Manejo do parque será revisto para que permita os esportes de aventura e o e o turismo ecológico em seus limites, o que é um justo anseio da população de Santa Maria Madalena – disse André Ilha.

O novo núcleo vai proteger o Maciço da Itaoca, uma ramificação da Serra do Mar constituída por sete picos com alta biodiversidade. Na região, além de uma fauna variada, que inclui preguiças, cachorros-do-mato, capivaras, macacos-prego e pacas, há espécies raras e endêmicas de vegetação de Mata Atlântica. Entre elas contam-se as bromélias Alcantharea sp e Pitcarnia sp e a violeta Sinningia pusilla.

O presidente do IEF/RJ explicou que tanto a nova lavra da MMX Mineração, que se encontra em fase de licenciamento, como as três outras empresas mineradoras que operam no local e que entrarão em processo de desativação gradual fiscalizada pela Feema, vão contribuir para a implantação do Núcleo Itaoca do Parque Estadual do Desengano.

- Além de passar a contar com uma fiscalização mais efetiva do IEF/RJ, o núcleo vai servir de base para atividades esportivas, como caminhadas, escaladas e, principalmente, o vôo livre, uma vez que já existe uma rampa de decolagem precária no local. E será também importante para a comunidade científica, já que aquela área constitui uma verdadeira ilha de biodiversidade em meio a uma região bastante alterada por atividades agropecuárias – afirmou André Ilha.

A ampliação do parque não beneficia somente o meio ambiente, mas também os municípios onde ocorrerá, devido ao reforço de caixa proporcionado pela Lei do ICMS Verde, que destina mais recursos deste tributo para os municípios que contam com unidades de conservação em seus territórios.

Por: IEF