01/07/2008 Noticia AnteriorPróxima Noticia

Plano Agrícola prevê maior participação brasileira na produção mundial de alimentos

Danilo Macedo

Repórter da Agência Brasil

Brasília - O Plano Agrícola e Pecuário 2008/2009 (PAP) para a agricultura empresarial, que será anunciado amanhã (2) pelo governo, tem o objetivo de aumentar a participação do Brasil no fornecimento mundial de alimentos. A afirmação é do secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Edilson Guimarães.

Em entrevista à Agência Brasil, Guimarães disse que o novo direcionamento do PAP para a safra 2008/2009 se deve à conjuntura mundial no mercado de alimentos.

“O plano anterior foi feito num momento em que o setor estava saindo de uma crise. Agora, os preços dos alimentos estão altos e o país tem que aproveitar as oportunidades”, afirmou.

O secretário explicou que o PAP 2007/2008 visava a retomada da atividade agropecuária, depois que registrou-se uma queda do Produto Interno Bruto (PIB) do Agronegócio, em 2005, de 4,66% em relação ao ano anterior, e, na seqüência, em 2006, um crescimento de 0,45% em relação a 2005.

Conforme já foi antecipado pelo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, o plano oferecerá linhas de crédito no valor de R$ 65 bilhões. Para aproveitar as oportunidades sem, no entanto, perder o controle sobre os preços dos alimentos mais consumidos no mercado interno, um dos principais objetivos do governo é aumentar os estoques oficiais de grãos, principalmente de arroz e milho.

Há a expectativa de que o governo anuncie, em Curitiba, um aumento dos estoques públicos de grãos de 1,5 milhão de toneladas para 6 milhões de toneladas, no próximo ano. Isso representa um aumento de 400% no volume dos estoques.

O novo plano prevê também a correção dos preços mínimos pagos ao produtor, principalmente de arroz, feijão, milho e trigo. E vai ampliar a cobertura de seguro, como forma de garantir a renda e o aumento da produção. A meta é ultrapassar os 150 milhões de toneladas de grãos colhidos, um aumento de 5% em relação à safra atual.

Segundo Guimarães, outro objetivo do plano é promover a liquidez do produtor, a partir da diminuição dos impactos dos custos de produção. Nesse sentido, o problema considerado mais complexo pelo ministro da Agricultura é o preço dos fertilizantes.

Como o aumento da oferta de adubos, que faria os custos baixarem, é algo para médio e longo prazos, a medida imediata a ser tomada pelo governo será a redução das taxas cobradas sobre o frete.

O PAP 2008/2009 prevê ainda a recuperação de áreas degradadas, que, segundo o ministro, possibilitará aumento da produção sem que a agropecuária precise ocupar novas áreas, algumas vezes avançando sobre a floresta. Com esse intuito, o plano liberará R$ 1 bilhão em crédito.

O plano será lançado amanhã (2), em Curitiba, pelo presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro Reinhold Stephanes. Na quinta-feira (3), será lançado, em Brasília, o plano para a Agricultura Familiar, com crédito de R$ 13 bilhões.

Por: Agencia Brasil