20/06/2008 Noticia AnteriorPróxima Noticia

Ministro quer crédito diferenciado para projetos que estimulem tecnologia limpa

Alana Gandra

Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, reafirmou hoje (13) que vai reivindicar no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) o estabelecimento de uma linha de crédito diferenciado e em condições facilitadas para projetos que incentivem o uso de tecnologia limpa. "Isso é muito importante para o bioma, para a saúde e para o clima”, disse Minc, após participar de reunião do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas.

No encontro que terá com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, o ministro do Meio Ambiente falará também sobre a necessidade de uma política de reforço e legalização da cadeia produtiva dos setores de carne, madeira e grãos. “Queremos, por um lado, punir quem estiver destruindo ilegalmente os biomas. E, por outro lado, facilitar a vida de quem quer organizar de forma legalizada as cadeias produtivas."

Outro ponto a ser discutido com Coutinho é um documento, que Minc chama de “compromisso social e ambiental dos bancos”. Segundo o ministro, o documento será assinado pelos bancos públicos, como BNDES, Banco do Brasil e Caixa, e quatro grandes instituições privadas já demonstraram interesse em firmar o compromisso, que estabelece metas especificas de não conceder crédito para quem agredir o meio ambiente.

No último domingo, ao empossar a nova diretoria da Superintendência Estadual de Rios e Lagoas do Rio de Janeiro (Serla), Minc explicou que a regularização da posse da terra e a demarcação e recuperação de reserva legal são exemplos de processos que poderão ser contemplados comfinanciamentos pela rede bancária.

Ele lembrou, na ocasião, que recente medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estabelecendo preço mínimo para produtos do extrativismo, como borracha, castanha, açaí, copaíba e guaraná, permite aos produtores obter financiamento para construírem galpões, frigoríficos e comprarem caminhões.

Por: Agencia Brasil