20/06/2008 Noticia AnteriorPróxima Noticia

Deputado propõe desmatamento zero na Amazônia em audiência com Maggi e Cassol

Luana Lourenço

Repórter da Agência Brasil

Brasília - O deputado Sarney Filho (PV-MA), defendeu hoje (18) uma “moratória do desmatamento” na Amazônia até que o zoneamento ecológico-econômico (ZEE) da região seja concluído. O zoneamento define a destinação de áreas para preservação, produção agrícola, ocupação por rebanhos, entre outras.

Atualmente, apenas os estados do Acre e Rondônia concluíram o mapeamento. A expectativa do governo, de acordo com anúncios recentes do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, é que o ZEE de toda a região amazônica esteja pronto até o fim de 2009.

Sarney Filho era o único representante da Frente Parlamentar Ambientalista na audiência que recebeu os governadores de Mato Grosso, Blairo Maggi e de Rondônia, Ivo Cassol, para debater os altos índices de desmatamento dos dois estados. Representantes da bancada ruralista garantiram o quórum da audiência.

Contrário à proposta de desmatamento zero, Maggi defendeu a articulação entre pecuária e agricultura, para que os produtores possam alternar as duas atividades e expandir os níveis de produção. O governador disse que está finalizando a proposta e deve apresentá-la durante o Fórum de Governadores da Amazônia Legal, que Mato Grosso vai sediar em agosto.

Durante a audiência, Cassol propôs a criação de um tributo nos moldes da Contribuição Social para a Saúde (CSS) em tramitação no Congresso: a Contribuição Social Sustentável. O governador defendeu a taxação “em 0,01% ou 0,02%” sobre as movimentações financeiras para financiar ações de preservação da Amazônia.

Os governadores afirmaram ainda, que “não são vilões do desmatamento da Amazônia” e contestaram os índices de desmatamento calculados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que apontam Mato Grosso e Rondônia como alguns dos campeões de devastação da floresta.

Ao deixar a audiência, Sarney Filho disse que não se convenceu com os dados apresentados pelos governadores sobre possíveis divergências com os índices do Inpe. “Prefiro acreditar nos dados oficiais”, apontou.

Por: Agencia Brasil