02/06/2008 Noticia AnteriorPróxima Noticia

Diminuição de nuvens sobre a Amazônia também contribuiu para desmatamento

Ana Luiza Zenker*

Repórter da Agência Brasil

Brasília - A diminuição da cobertura de nuvens sobre os estados, que fazem parte da Amazônia Legal, influenciou no aumento da área que sofreu corte raso ou degradação progressiva. É o que indica o informe apresentado hoje (2) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Segundo o informe apresentado, a área desmatada na região subiu de 145 quilômetros quadrados, em março, para 1.123 quilômetros quadrados durante o mês abril deste ano. O instituto ressaltou, porém, que, em abril, as nuvens cobriam 53% da Amazônia Legal. No mês anterior, a cobertura chegou a 78% da área.

Atualmente, são dois os sistemas utilizados pelo Inpe para monitorar o desmatamento. Um deles, a Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), que capta imagens somente acima de uma altura de 250 metros. Com isso, a cobertura de nuvens na região prejudica a identificação das áreas desmatadas.

De acordo com o diretor do Inpe, Gilberto Câmara, o instituto está investindo para melhorar a qualidade do serviço. A expectativa é de que até 2011 estejam em funcionamento novos satélites, com capacidade de captar imagens de alturas abaixo de 50 metros. Com isso, as nuvens não devem mais atrapalhar tanto na captação das imagens.

O outro sistema, o Programa de Cálculo do Desflorestamento da Amazônia (Prodes), somente vai ser divulgado em agosto próximo.

Por: Agencia Brasil