21/05/2008 Noticia AnteriorPróxima Noticia

Até 25 de maio, Rio das Ostras é a capital do Jazz & Blues

O Rio das Ostras Jazz & Blues, que acontece de 21 a 25 de maio, é considerado um dos melhores festivais de jazz do mundo, de acordo com o ranking da Down Beat - a bíblia do jazz. Em 2007, o festival reuniu um público de 60 mil pessoas. A expectativa é de que nesta edição de 2008, 20 mil pessoas assistam os shows por dia.

A última edição do Rio das Ostras Jazz & Blues contou com músicos internacionais consagrados e representantes da nova geração, como Roben Ford, Ravi Coltrane, Roy Rogers, Michael Hill, Stefon Harris e Soulive. Entre os nacionais, os destaques foram Hamilton de Holanda, Dom Salvador, Luciana Souza, Romero Lubambo e Naná Vasconcelos.

Como tudo começou...

Com o objetivo de levar música de qualidade aos moradores da cidade, a Prefeitura de Rio das Ostras investiu na criação de projetos culturais.

Já na primeira edição do Rio das Ostras Jazz & Blues Festival, a cidade recebeu artistas como Nuno Mindelis, Blues Etílicos, Baseado em Blues, Yamandú Costa e Kenny Brown, entre outros.

Durante estes cinco anos de boa música, passaram peloRio das Ostras Jazz & Blues Festival estrelas estrangeiras como Stanley Jordan, Jane Monheit,John Scofield, Mike Stern, Richard Bona,T.S. Monk, E destaques nacionais do gênero como Egberto Gismonti, Wagner Tiso, Ithamara Koorax e Celso Blues Boy,Léo Gandelman,

O festival vem crescendo e por isso a Prefeitura criou a Cidade do Jazz e do Blues, em Costazul - espaço que passou a abrigar o palco principal, exposição de fotos e biografias dos mais importantes músicos dos gêneros, praça de alimentação, telões para transmissão dos shows ao vivo e ponto de venda de CDs, revistas e camisetas.

No ano passado a programação atraiu cerca de 50 jornalistas da mídia especializada de todo Brasil.

Atrações do Rio das Ostras Jazz & Blues 2008

Se o leitor quiser informações sobre dia, local e hora em que cada atração irá se apresentar pode conferirna home page do festival: www.riodasostrasjazzeblues.com. São as seguntes atrações para o Festival 2008:

John Mayall & The Bluesbreakers

Aos 73 anos, o grande ícone do blues inglês continua na estrada. O bandleader John Mayall é uma lenda viva da música. Afinal de contas, não é qualquer artista que tem 56 álbuns lançados e mais de 40 anos de carreira. Sua banda – The Bluesbreakers - tornou-se célebre por revelar alguns dos maiores nomes do rock e do blues de todos os tempos. Tocaram com Mayall estrelas como Eric Clapton, Peter Green e John McVie (do Fletwood Mac), Jack Bruce (Cream), Mick Taylor (Rolling Stones), Coco Montoya e Walter Trout, entre outros.

John Scofield & The Scohorns

Com mais de 40 anos de carreira, John Scofield é considerado um dos monstros sagrados do jazz. A revista Guitar Player não economiza elogios ao músico: “É, ao lado de Pat Metheny, Bill Frisell, Mike Stern e Scott Henderson, um dos responsáveis pela sobrevivência criativa da guitarra-jazz”. Dono de técnica refinada, ele tem como marcas o timing peculiar e as improvisações inimitáveis.

Regina Carter

A carreira da violinista Regina Carter é marcada pelo ecletismo e sofisticação técnica. Poucos são os músicos capazes de tocar com desenvoltura ao lado de papas do jazz como Wynton Marsalis e Oliver Lake, com estrelas do R&B do nível de Aretha Franklin e Lauryn Hill ou ainda dar um toque especial de sofisticação ao pop de Patti Labelle.

James “Blood “ Ulmer (Memphis Blood)

Participação especial: Vernon Reid

É quase unânime a tese de que o free jazz não produziu grandes guitarristas. James “Blood” Ulmer é a exceção. Dono de um estilo fortemente influenciado pelas tradições da música afro-americana, Ulmer segue a teoria “harmolodic”, dosaxofonista Ornette Coleman, que subverte a harmonia jazzística em favor da livre improvisação atonal. Para completar, Ulmer faz uma grande “salada”, com o blues, funk, jazz e elementos sonoros diversos, tudo com a pegada de quem bebeu na fonte do mestre Jimi Hendrix.

Vernon Reid

O guitarrista Vernon Reid, que integrou o Living Colour e fundou a Black Rock Coalition, tem como principal característica o ecletismo. Ele evita rótulos e busca não se fixar em um ritmo ou estilo musical. O instrumentista passeia com total desenvoltura pelo hard rock, pelo funk ou punk. Da mesma forma, se delicia tocando R&B ou solos de avant-gard jazz.

Will Calhoun’s Native Land Experience

Will Calhoun foi um dos mais talentosos bateristas de rock a surgir no fim dos anos 80. Sua mistura original de improvisação e bateria de hard rock pode ser encontrada em cada disco do Living Colour.

Russell Malone

Reconhecido pelo estilo repleto de swing, o guitarrista Russell Malone é uma referência no cenário do jazz contemporâneo. Aclamado pela crítica como um dos responsáveis pelo sucesso de Diana Krall, Malone incorporou ao seu estilo diversas influências: a música que ouvia quando criança nas igrejas da Geórgia, o blues e a country music. Autodidata, aos 10 anos começou a descobrir os segredos da guitarra, ouvindo o toca-discos e tentando “acompanhar” seus ídolos. Suas grandes influências musicais foram B.B. King, Wes Montgomery, Kenny Burrell e, principalmente, George Benson.

Bonerama

Junte no palco quatro trombones com diferentes timbres, guitarra e bateria. O resultado da inusitada mistura é uma sonoridade contagiante de soul e funk, marca registrada do Bonerama. Em pouco tempo o Bonerama conquistou seu espaço no cenário musical americano. A conceituada revista Offbeat não economizou elogios para falar do grupo: “Uma música poderosa e fresca, como New Orleans costuma produzir”. Já o editor da Rolling Stone, David Fricke, dedicou uma coluna ao Bonerama e admitiu ser um fã incondicional da banda.

The Godfathers of Groove

Participação especial: Léo Gandelman

Antes conhecido como The Masters of Groove, The Godfathers of Groove é um grupo formado pelo tecladista Reuben Wilson, pelo baterista Bernard “Pretty” Purdie e pelo guitarrista Grant Green Jr. A união de características distintas dos músicos dá à banda um estilo único. O grupo leva ao palco interpretações instigantes e uma peculiar sonoridade.

Léo Gandelman

Desde o início da carreira solo, em 1987, o saxofonista Léo Gandelman desenvolve um trabalho de popularização da música instrumental brasileira. Além do reconhecimento no país - onde foi eleito por 15 anos consecutivos como melhor instrumentista -, Léo conquistou seu espaço no concorrido cenário musical dos Estados Unidos. As seis temporadas de casa cheia no Blue Note de Nova Iorque demonstram o quanto ele agrada a um dos mais exigentes públicos de jazz.

Blues Etílicos

A banda, uma das “caras” mais conhecidas do blues brasileiro, ajudou a tornar conhecido o gênero no país. Com 20 anos de carreira e dez álbuns lançados, o Blues Etílicos colocou o sotaque nacional em um dos mais tradicionais gêneros da música norte-americana.

Taryn Szpilman

Taryn Szpilman é um fenômeno de técnica vocal e de versatilidade. Ela interpreta jazz, blues, soul, rock e MPB com um talento raras vezes visto. As apresentações de Taryn já receberam elogios entusiasmados de críticos exigentes como José Domingos Raffaelli e Luís Orlando Carneiro.

Mauro Senise Quarteto

Mauro Senise é um dos grandes nomes da música instrumental brasileira. No currículo, ele tem 14 álbuns solos, sete discos gravados com o grupo Cama de Gato, cinco com Egberto Gismonti, seis com Milton Nascimento e inúmeras participações em discos de artistas como Hermeto Pascoal, Wagner Tiso e Luiz Eça.

Dudu Lima.Participação especial: Marcos Suzano e Jean-Pierre Zanella

Dudu Lima exibe a mesma técnica refinada tanto no baixo acústico quanto no elétrico de quatro, cinco e seis cordas. Considerado uma das grandes revelações do cenário instrumental brasileiro, ele desenvolve um trabalho fortemente influenciado pela música de raiz - em especial, a de Minas Gerais, sua terra natal. O talento para improvisações jazzísticas chamou a atenção de Milton Nascimento, que não economiza elogios ao baixista. Outro que ficou encantado com o talento do mineiro foi o guitarrista Stanley Jordan. Há cinco anos Dudu Lima acompanha o guitarrista norteamericano.

Marcos Suzano

O percussionista Marcos Suzano já atingiu a condição de virtuose. Seu estilo de tocar pandeiro é único e admirado por grandes estrelas da música brasileira. Em seus shows, Suzano surpreende a platéia não apenas com o instrumento que o consagrou,mas com qualquer coisa da qual possa tirar som.

Jean-Pierre Zanella

O saxofonista, compositor e arranjador canadense Jean-Pierre Zanella estabeleceu uma relação apaixonada com a música brasileira. Além de gravar o álbum Zanella - live in Brasil, ele levou a Montreal um espetáculo com releituras da obra de Villa-Lobos.

Robson Fernandes Blues Band

Um dos grandes nomes do blues nacional contemporâneo, Robson Fernandes está no nível dos melhores bluesmen americanos. Isso se deve a um timbre vocal marcante, à técnica vocal e a energia das interpretações. Tais características já apareciam no álbum de estréia do artista, Sampa Blues, em 2002. Em seu trabalho mais recente, o CD Gumbo Blues, Robson demonstra ter atingido rapidamente a maturidade musical. O blueseiro André Christovam está entre os maiores admiradores do trabalho de Robson:

“É um virtuose, um grande músico. Seu senso melódico é fantástico!”

Delicatessen

O grupo Delicatessen é um fenômeno no segmento jazz do mercado fonográfico brasileiro. Seu disco de estréia, Jazz & Bossa, vendeu mais de 10 mil cópias. O CD ganhou destaque nas principais revistas do gênero no Brasil e no exterior, merecendo a atenção especial de críticos como Nelson Motta, Roberto Muggiati e Juarez Fonseca.

Dixie Square Jazz Band

A Dixie Square Jazz Band resgata no Brasil uma tradição típica de New Orleans – os grupos musicais que tocam circulando pelas ruas.Marco Vital, líder do grupo, destaca a importância do público durante os shows. “Saímos pelas ruas e a música contagia as pessoas. Elas nos acompanham, cantam, dançam e interagem o tempo todo”, explica.

Por: Secretaria de Comunicação de Rio das Ostras