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Mestre de Vida: Bertold Brecht

Bertold Brecht Bertold Brecht 1898 - 1956

Bertold Brecht

Brecht nasceu na Alemanha e foi um dos dramaturgos e poetas mais influentes do século XX. Ainda menino, quase foi expulso do colégio por polemizar contra a famosa frase da época: “doce e honroso é morrer pela pátria”, afirmando que era uma “propaganda na qual só os “tontos” caiam. De família burguesa, Brecht estudou Medicina e trabalhou como enfermeiro na Primeira Guerra Mundial. Em 1922 estreou a peça “Os tambores da noite”, recebendo o prêmio literário anual alemão. Seu trabalho influenciou profundamente o teatro contemporâneo, tornando-o mundialmente conhecido à partir das apresentações de sua companhia em Paris em 1954/55. Ao final dos anos 1920, Brecht tornou-se marxista e desenvolveu seu teatro, concentrando-se na crítica artística ao desenvolvimento das relações humanas no capitalismo. Com a eleição de Hitler, exila-se nos EUA. Ele revolucionou a dramaturgia e mudou completamente a função e o sentido social do teatro, usando-o como arma de consciencialização e politização.

Ensinamentos:

Que tempos são estes em que é tão necessário defender o óbvio?

Pergunte sempre a cada ideia: a quem serves?

“Que continuemos a nos omitir da política é tudo o que os malfeitores da vida pública mais querem.“

“O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo.“

“Privatizaram sua vida, seu trabalho, sua hora de amar e seu direito de pensar. É da empresa privada o seu passo em frente, seu pão e seu salário. E agora não contente querem privatizar o conhecimento, a sabedoria, o pensamento, que só à humanidade pertence.“

“Do rio que tudo arrasta se diz que é violento. Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem.”

Aquele que não conhece a verdade é simplesmente um ignorante, mas aquele que a conhece e diz que é mentira, este é um criminoso.

“Miserável país aquele que não tem heróis. Miserável país aquele que precisa de heróis.”

“Há homens que lutam um dia e são bons, há outros que lutam um ano e são melhores, há os que lutam muitos anos e são muito bons. Mas há os que lutam toda a vida e estes são imprescindíveis.”

“Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo. E examinai, sobretudo, o que parece habitual. Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar.”

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