Virgínia WoolfAristóteles

Mestre de Vida: Wilhelm Reich

Wilhelm Reich Wilhelm Reich 1897 - 1957

Wilhelm Reich

Wilhelm Reich foi um dos pensadores mais radicais (no sentido de raiz das coisas) da História. Suas visões sobre a sexualidade, a dimensão natural do ser humano e suas reflexões sobre o lado reacionário da sociedade continuam sendo colaborações muito lúcidas à compreensão do fenômeno humano e social. Reich foi médico, psicanalista e cientista. Colaborador de Freud, rompeu com este para dar prosseguimento à elaboração de suas próprias ideias no campo da psicanálise. Seu interesse em compreender as origens sociais das doenças mentais e buscar novos métodos de prevenção das neuroses, levou-o a desenvolver um trabalho sócio-político intenso junto a juventude alemã, que recebeu o nome de Sexpol. Sua atuação custou-lhe perseguições pois, nessa época, a Alemanha estava vivendo o auge da ascensão do nazismo. Seus principais livros foram: “Escuta Zé ninguém”, “O Assassinato de Cristo”, “A Função do Orgasmo”, “Análise do Carater” e “Psicologia de Massas do Fascismo.”

Ensinamentos:

“As enfermidades psíquicas são o resultado de uma perturbação da capacidade natural de amar”

“A vida brota a partir de milhares de fontes vibrantes, entrega-se à todos que a agarram, recusa-se a ser expressa em frases tediosas, aceita apenas ações transparentes, palavras verdadeiras e o prazer do amor.”

“Eu não te prometi que você ia ser mais feliz, mas sim que você ia sentir mais”.

“Tudo que representa posição social, título ou prestígio defende exigências sociológicas em detrimento das exigências naturais.”

“O homem não encouraçado mantem contato com a natureza dentro e fora de sí.”

“A perda da auto-percepção natural divide nitidamente a pessoa em duas entidades opostas e contraditórias;O corpo “aqui” é incompatível com a alma ou o espírito “la”

“Fui acusado de ser um utópico, de querer eliminar o desprazer e defender apenas o prazer. Contudo, tenho declarado que a educação tradicional torna as pessoas incapazes para o prazer encouraçando-as contra o desprazer. Prazer e alegria de viver são inconcebíveis sem luta, experiências dolorosas e embates desagradáveis consigo mesmo. A saúde psíquica não se caracteriza pela teoria do nirvana dos iogues e dos budistas, nem pela hedonismo dos epicuristas, nem pela renúncia monástica; caracteriza-se, isso sim, pela alternância entre a luta desprazerosa e a felicidade, o erro e a verdade, o desvio e a correção da rota, a raiva racional e o amor racional; em suma, estar plenamente vivo em todas as situações da vida. A capacidade de suportar o desprazer e a dor sem se tornar amargurado e se refugiar na rigidez anda de mãos dadas com a capacidade de aceitar a felicidade e dar amor.”

“Apenas a liberação da capacidade natural do homem para o amor é que pode vencer a tendência sádica e destrutiva.”

“A vida funciona, apenas. Não tem nenhum significado.”

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