Gaston BachelardNise da Silveira

Mestre de Vida: Virgínia Woolf

Virgínia Woolf Virgínia Woolf 1882 - 1941

Virgínia Woolf

Adeline Virgínia Woolf foi uma grande escritora britânica, conhecida como uma das mais proeminentes figuras do modernismo. O modernismo, à partir de 1890, trouxe a ideia de que as formas “tradicionais” das artes, design, organização social e do cotidiano estavam ultrapassadas e era fundamental deixá-las de lado, substituindo-as por novas formas.

Extremamente sensível, tímida e com traumas de infância, Virgínia se deixava levar, na escrita, pelo que foi chamado de fluxo de consciência. Não frequentou escola. Foi educada por professores particulares e desde cedo teve o desejo de tornar-se escritora. Os temas centrais de sua obra são a vida e a morte, a saúde mental e a doença. A autora falou sobre a função do escritor: “(...) é transmitir a essência sempre em mutação da mente, por maior que seja a complexidade ou o intrincado das suas manifestações, com o menor número possível de elementos estranhos ou alheios a ela”. Virgínia sempre defendeu a sua posição de que a guerra é expressão do instinto sexual masculino.

Ensinamentos:

Não precisa ter pressa. Não há necessidade de brilhar. Não precisa ser ninguém além de si mesmo.

Não se acha a paz evitando a vida.

A infelicidade é um estado de espírito. E com isso quero dizer que não é a resultante necessária de uma causa específica.

As mulheres, durante séculos, serviram de espelho aos homens por possuírem o poder mágico e delicioso de refletirem uma imagem do homem duas vezes maior que o natural.

É muito mais difícil matar um fantasma do que matar uma realidade.

Pensei o quanto desconfortável é ser trancado do lado de fora; e pensei o quanto é pior, talvez, ser trancado no lado de dentro.

Encarar a vida pela frente... Sempre... Encarar a vida pela frente, e vê-la como ela é... Por fim, entendê-la e amá-la pelo que ela é... E depois deixá-la seguir...

Estas são as mudanças da alma. Eu não acredito em envelhecimento. Eu acredito em alterar para sempre o aspecto de alguém para a luz. Eis meu otimismo.

Realmente, eu não gosto da natureza humana a menos que esteja toda temperada com arte.

A verdade é que eu sempre gosto das mulheres. Gosto da falta de convencionalismo delas. Gosto da integridade delas. Gosto do anonimato delas.

Por que são as mulheres...tão mais interessantes aos homens do que os homens são às mulheres?

Com o dobro da inteligência dele, ela tinha de enxergar as coisas pelos olhos dele - uma das tragédias da vida conjugal.

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