Oscar WildeMiguel de Unamuno

Mestre de Vida: Thomas Mann

Thomas Mann Thomas Mann 1875 - 1955

Thomas Mann

Thomas Mann era alemão. Com 17 anos perdeu o pai, que era senador, e os negócios da família foram abandonados. Trabalhou numa seguradora, abandonando logo depois por uma incompatibilidade com o trabalho. Academicamente, só conseguiu formação intermediária. Mas seu sucesso literário iniciou-se cedo, em 1900. Trinta anos depois receberia o Prêmio Nobel de Literatura por sua obra “Buddenbrooks”. Sua mãe foi brasileira, Júlia da Silva. Foi um dos grandes escritores do século XX, autor de um romance que definiu os caminhos artísticos e políticos do nosso século: o Doutor Fausto, além de deixar outras obras monumentais como parte do cânone da literatura universal, como “A Montanha Mágica e “Morte em Veneza”, filmada por Luchino Visconti em 1971.

A combatividade de Thomas Mann durante a II Guerra Mundial faria com que seu nome fosse lembrado em 1945 para o cargo de primeiro presidente da República Federativa da Alemanha após o final da guerra.

Ensinamentos:

Pensem como homens de ação, atuem como homens pensantes.

No mais profundo de si mesmo, um artista é sempre um aventureiro.

Longa é a viagem rumo a si próprio, inesperada é a sua descoberta.

Ser jovem quer dizer ser original, quer dizer conservar-se próximo das fontes da vida, quer dizer erguer-se e sacudir as amarras de uma civilização obsoleta, ousar o que outros não têm coragem de arriscar, e saber voltar a imergir no elementar.

Talvez se resumam nisso a própria juventude, a espontaneidade, a coragem e a profundeza da vida pessoal, a vontade e a faculdade de experimentar e viver com plena vitalidade a parte natural do ser.

A felicidade do escritor é o pensamento que consegue transformar-se completamente em sentimento, é o sentimento que consegue transformar-se completamente em pensamento.

Aquilo a que chamamos felicidade consiste na harmonia e na serenidade, na consciência de uma finalidade, numa orientação positiva, convencida e decidida do espírito, ou seja na paz da alma.

Trago em mim o germe, o início, a possibilidade para todas as capacidades e confirmações do mundo.

Ninguém alcança o que não possui de nascença, e o que te é estranho não o podes cobiçar.

O tempo tudo clarifica e não há estado de espírito que se mantenha inalterado com o passar das horas.

Velhice é passado que se tornou presente, é passado apenas recoberto de presente.

Quanto mais orgulhosa a espiritualidade, tanto mais se confrontará com a animalidade, com o impulso desnudo em todos os níveis e tanto maior será o perigo de ser indignamente consumida por esta

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