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Mestre de Vida: Fernando Pessoa

Fernando Pessoa Fernando Pessoa 1888 - 1935

Fernando Pessoa

Fernando Pessoa foi um poeta português, nascido em Lisboa, que se tornou universal por sua grande inspiração e singularidade.

Ele foi também tradutor, tendo traduzido inúmeras obras, inclusive, de Shakespeare e Edgar Alan Poe.

Enquanto poeta, escreveu sob múltiplas personalidades, os chamados heterônimos, tais como Ricardo Reis, Álvaro de Campos e Alberto Caeiro. Sobre Fernando Pessoa, o poeta americano Robert Hass, disse: - “outros modernistas como Yeats, Pound, Elliot inventaram máscaras pelas quais falavam ocasionalmente... Pessoa inventava poetas inteiros.”

Em 1906, Pessoa matriculou-se no curso superior de Letras da Faculdade de Lisboa e no ano seguinte abandonou o curso para se entregar definitivamente à sua verve literária e missão. Deste momento é esta reflexão: “Atitude por atitude, melhor a mais nobre, a mais alta e a mais calma. Pose por pose, a pose de ser o que sou.”

Ensinamentos:

Para viajar basta existir

O fim da arte inferior é agradar, o fim da arte média é elevar, o fim da arte superior é libertar.

O mundo é de quem não sente. A condição essencial para se ser um homem prático é a ausência de sensibilidade

Adoramos a perfeição, porque não a podemos ter; repugna-la-íamos se a tivéssemos. O perfeito é o desumano porque o humano é imperfeito.

O próprio viver é morrer, porque não temos um dia a mais na nossa vida que não tenhamos, nisso, um dia a menos nela.

Matar o sonho é matarmo-nos. É mutilar a nossa alma. O sonho é o que temos de realmente nosso, de impenetravelmente e inexpugnavelmente nosso.

Sentir é criar. Sentir é pensar sem ideias, e por isso sentir é compreender, visto que o Universo não tem ideias.

Toda a poesia - e a canção é uma poesia ajudada - reflete o que a alma não tem. Por isso a canção dos povos tristes é alegre e a canção dos povos alegres é triste.

Considerar a nossa maior angústia como um incidente sem importância, não só na vida do universo, mas da nossa mesma alma,

é o princípio da sabedoria.

Possuir é perder. Sentir sem possuir é guardar, porque é extrair de uma coisa a sua essência.

Ter opiniões é estar vendido a si mesmo. Não ter opiniões é existir. Ter todas as opiniões é ser poeta.

O gênio, o crime e a loucura, provêm, por igual, de uma anormalidade; representam, de diferentes maneiras, uma inadaptabilidade ao meio.

Todo o homem de ação é essencialmente animado e otimista porque quem não sente é feliz.

O provincianismo consiste em pertencer a uma civilização sem tomar parte do desenvolvimento superior dela - em segui-la pois mimeticamente com uma insubordinação inconsciente e feliz.

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