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Mestre de Vida: Gilles Deleuze

Gilles Deleuze Gilles Deleuze 1925 - 1995

Gilles Deleuze

O trabalho do filósofo francês Gilles Deleuze se divide em dois: Interpreta filósofos como Spinoza, Hume, Kant, Nietzsche e Bergson. Por outro lado, interpreta artistas como Proust, Kafka, Artaud e Bacon. Deleuze é considerado um filósofo da diferença e da imanência. Isto quer dizer que sua compreensão afirma a intensidade contida no próprio viver. Valoriza a possibilidade da quebra de valores e padrões transcendentes para a constituição de um novo ser humano singular, além dos interesses utilitários do organismo, da estrutura normativa da linguagem e da moral e da concepção de trabalho. A Filosofia seria, então, uma atividade de criação de conceitos, que representariam novas realidades, fluxos e forças constituintes do acontecimento do viver. Talvez, tenha sido o filósofo que mais valorizou a arte, denunciando os clichês que envolviam a rotina da civilização. Significou uma virada tão radical no pensamento filosófico que um outro famoso filósofo de nossa época chamado Michel Foucault disse certa vez: “um dia, talvez, o século será deleuziano.”

Ensinamentos:

“Só o presente existe”

“O próprio da máquina capitalista é criar uma dívida infinita”

Cada vez que se ouve: “Ninguém pode negar“ (ou) “Todo mundo há de reconhecer que“, sabemos que vem uma mentira ou um slogan.

“Os mal-entendidos são frequentemente reações de bobagem raivosa. Há pessoas que não se sentem inteligentes senão quando descobrem contradições em um pensador.”

“Um filósofo não é somente alguém que inventa noções. Inventa maneiras de perceber.”

“O escritor torce a linguagem, fá-la vibrar, abraça-a, fende-a...”

“Mesmo a história da filosofia é inteiramente desinteressante se não despertar um conceito adormecido, e relançá-lo numa nova cena, mesmo a preço de voltá-lo contra ele mesmo. “

“Todo filósofo foge quando ouve a frase: vamos discutir um pouco. As discussões são boas para as mesas redondas, mas é sobre uma outra mesa que a filosofia joga seus dados cifrados. As discussões, o mínimo que se pode dizer é que elas não fariam avançar o trabalho, já que os interlocutores nunca falam da mesma coisa.”

“A arte é aquilo que resiste: ela resiste à morte, à servidão, à infâmia, à vergonha.”

“Escreve-se sempre para dar a vida, para liberar a vida aí onde ela está aprisionada, para traçar linhas de fuga.”

“O catecismo, tão inspirado nos Padres platônicos, nos familiarizou com a ideia de uma imagem sem semelhança: o homem foi feito à imagem e semelhança de Deus, mas, pelo pecado, perdemos a semelhança, guardando a imagem.”

O fundo do poço da vergonha foi atingido quando a informática, o marketing, o design, a publicidade, todas as disciplinas da comunicação apoderaram-se da palavra conceito e disseram: é nosso negócio, somos nós os criativos, nós somos os “conceituadores”!

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