EpicuroAristóteles

Mestre de Vida: Lucrécio

Lucrécio Lucrécio 99 a.C. – 55 a.C

Lucrécio

Não se sabe exatamente onde Lucrécio nasceu. Talvez em Roma. Sua fama decorre do poema “De rerum natura” (Sobre a natureza das coisas), onde explica a filosofia de Epicuro como chave para desvendar os segredos do Universo e da felicidade. Apresenta teorias que podem ter servido de base para a química e física modernas, entre elas, que a luz visível seria composta de pequenas partículas, uma versão antiga da atual teoria dos fótons. Um caminho engenhoso o levou à uma idéia interessante: a existência dos fantasmas ou emanações luminosas de tudo que existe. Os três principais fantasmas ou simulacros seriam os teológicos, eróticos e oníricos, grandes causas da infelicidade humana. Lucrécio afirma que, para ser feliz, é preciso conhecer a natureza e se livrar dos fantasmas. Afirma que foi o medo da morte que criou o mito da imortalidade e as idéias sobre a existência de Deus. A Filosofia de Lucrécio é materialista.

Ensinamentos:

“A ninguém foi dada a posse da vida, apenas o usufruto.”

“Quando a necessidade nos arranca palavras sinceras, cai a máscara e aparece o homem.”

“Se os sentidos não são verdadeiros, toda a nossa razão é falsa.”

“Na verdade, aqueles suplícios que dizem existir no profundo Inferno, estão todos aqui, nas nossas vidas.”

“Assim como as crianças, que no escuro tremem de medo e temem tudo, nós, na claridade, às vezes temos receio de certas coisas que não são mais terríveis do que aquelas que as crianças temem no escuro e pensam que acontecerão a elas.”

“Para quem vive segundo os verdadeiros princípios, a grande riqueza seria viver com pouco, serenamente: o que é pouco nunca é escasso.”

“ O tempo altera a natureza do mundo, e uma nova ordem de coisas sucede à primeira. Nenhum ser permanece sempre o mesmo. Tudo nos prova as vicissitudes, as revoluções, as contínuas metamor­foses da natureza. “

“Se os homens pudessem, assim como parecem sentir no fundo do espírito uma carga que os fatiga com seu peso, conhecer quais são as causas que a geram e por que razão tão grande fardo de desgraça se lhes mantém no peito, não levariam a vida que levam agora, na maior parte, sem saber o que querem e procurando sempre mudar de lugar como se pudessem, assim, ver-se livres da carga.

Muitas vezes, aquele que sai de grandes paços, porque se aborreceu de estar em casa, a eles volta de súbito, por nada haver fora que sinta ser melhor; corre precipitado para a sua casa de campo, incitando os garranos, como se fosse levar socorro a um incêndio em casa; mas, logo que passa o limiar, boceja, ou, pesado, se deita a dormir e procura o esquecimento; ou então, a toda pressa, dirige-se à cidade para a tornar a ver.”

“Por que não sair desta vida como sai de um banquete um convidado farto?”

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